Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Férias!!!!!!


Vamos finalmente de férias!!!
E pela primeira vez vamos a 3, 3 não a 4 que a Net também vai.
Beijokas a todos e todas

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Boas Novas


Boas Novas...finalmente dia 07 de Julho vamos a Tribunal. Desde já o nosso obrigado aos "tios" Zeca, Luís e .
Claro que a ida a Tribunal só vai oficializar o Jota ser "nosso" no papel, porque nos nossos corações já o é desde 23 de Outubro de 2008.
Ontem o Carlos fez anos, e o Jota deu-lhe e deu-nos uma grande prenda...passou de ano. Sei que ele se fartou de trabalhar, afinal foram só 7 meses e ele quando chegou não sabia ler e tinha uma letra terrível.
Parabéns Jota :)

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Mais um passo


Mais um passo...
Fomos hoje eu e o Carlos à Santa Casa falar com a jurista.
Uma senhora simpática que nos deu umas dicas e o processo para dar entrada no Tribunal de Família e Menores, que se tudo correr bem devo entregar na terça feira (dia dos meus aninhos eheheheh)
A jurista deu-nos uma óptima notícia...o dito valor polémico a pagar pelo processo foi revogado (antes de entrar em vigor)
Iupiiiiiiiii

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Varekai



Eu sei que não tenho actualizado o blog, mas...tenho pouco tempo eheheheh


Fomos ver o Varekai do Cirque du Solei, e mais uma vez é mágico. Adorámos, desta vez com o novo elemento da família - o Jota. Fomos a um espectáculo desta vez de tarde, para o bom do Jota não ter tendência para adormecer. Correu lindamente!

O Jota é uma criança que se porta lindamente com a excepção da escola e dos trabalhos de casa. Sei também que está muito melhor, já sabe ler e já tem uma letra um bocadinho mais bem feita. No inicio dissemos-lhe que tinha que fazer abecedários até fazer 20 anos (e ele foi perguntar à professora se ainda faltava muito para parar de os fazer)

Já fez 6 meses que o Jota está lá em casa, e ainda não sabemos quando iremos dar entrada em Tribunal do processo.
Próximo passo;
Telefonema da Santa Casa (para marcação de uma reunião com um jurista)
Reunião na Santa Casa (os 3 coisa que vai por o Jota super nervoso)
Marcação para Tribunal - para quando????
Pagamento de 720€ rrrrrrrrrrrrrrrrr
E não me vou alongar mais.
Beijokas

Terça-feira, 14 de Abril de 2009

Quinta dos Loridos



Estas minimini férias, fizeram-nos bem.
Foram as primeiras com o Jota. Deram para dormir muito, brincar muito na praia e passear. Fomos ver este jardim, também chamado de Buda Eden, que é particular e é na Quinta dos Loridos no Bombarral, e é espectacular. É enorme, o Jota já tinha vontade de se sentar no enorme relavado dos guerreiros de terra cota.
Mas como tudo o que é bom acaba...já estamos de volta ao mundo real...

Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Coppélia


Na 6ª feira fomos pela 1ª vez ao bailado com o Jota. Fomos ver o Coppélia no Teatro Camões.
Estava com algum receio em relação ao Jota, será que se vai portar bem?
Antes do espectáculo o Carlos esteve a explicar-lhe a história do fabricante das bonecas.
Achou, o teatro muito giro, correu pela escadaria, e quando finalmente se sentou...
Foi um espectáculo, adorou esteve sempre muito atento, com os olhitos a querer ver tudo ao mesmo tempo.
Só na parte final (talvez nos últimos minutos) adormeceu...

Sexta-feira, 13 de Março de 2009

IRS


Este é um pedido meu, do Bruno e de muitas crianças.Para quem faz entrega do IRS se escrever este número de contribuinte no Quadro 9 do Anexo H do Modelo3, está a oferecer 0,5% do valor do imposto. Ou seja em vez do estado receber 100% só irá receber 99,5%. Não é mais um encargo!

Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

O peixe Jota


Pois é; a escolinha do Jota pediu (e acho que foi a nível nacional) para os pais e filhos fazerem uma fantasia de carnaval, com materiais reciclados. E este foi o nosso trabalho, que o Jota muito gostou de ajudar a fazer. Foi executado com um saco de lixo grande e preto (com aberturas nos braços e cabeça), as escamas do peixe foram recortadas da parte de dentro dos pacotes de leite (alumínio), a cabeça do peixe foi feita com cartão, forrada com plástico azul, e os olhos do peixe foram feitos com tampinhas de frascos e garrafas...e pronto!
O Nosso Peixe Jota foi assim!

Uma Luz


Hospital dos Lusíadas já dispõe de consulta de Infertilidade

O Hospital dos Lusíadas dispõe, desde o passado mês de Janeiro, de consulta de Infertilidade, que está integrada na Unidade de Obstetrícia e Ginecologia. A equipa constituinte apresenta uma larga experiência em Medicina da Reprodução e realiza um estudo completo do casal, de forma a detectar o problema e sua causa, para que a sua resolução seja rápida e eficaz, diminuindo no possível a ansiedade destes casais.
Desta forma, no Hospital dos Lusíadas é já possível a realização de cirurgia laparoscópica (para tratamento da endometriose e quistos do ovário, por exemplo), histeroscópica (para correcção de malformações uterinas) e microcirurgia (como para miomectomia e recanalização tubária após laqueação das trompas). Brevemente, estarão também disponíveis os tratamentos de Procriação Medicamente Assistida indicados, nomeadamente inseminação artificial, fertilização in vitro (FIV), microinjecção e colheita cirúrgica de gâmetas masculinos.
A equipa é composta pelo Dr. António Neves (coordenador), Dr.ª Ana Paula Maia, Dr.ª Daniela Sobral e Dr. Luís Ferreira Vicente. Segundo a mesma fonte «Este é o único hospital privado com departamento de infertilidade e capacitado para realizar as técnicas mais modernas de Reprodução Medicamente Assistida. Este pode ser um primeiro passo para o alargamento dos tratamentos de infertilidade aos centros privados em hospitais de referência com o envolvimento das seguradoras».
A infertilidade é uma incapacidade temporária ou permanente em conceber e em levar a termo uma gravidez. É um problema comum que afecta cerca de 15 a 20% dos casais. A reprodução medicamente assistida ajuda cada vez mais a resolver grande parte destas situações e a conseguir o bebé desejado.

Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Alegria !

È já amanhã, dia 22/01 que o J.P. faz 8 anos de idade ! Estamos felizes...ele está feliz, porque este é o primeiro aniversário que passa connosco, mas também porque sabe que muitos mais vai passar!
Estamos felicíssimos com a presença dele que nos soa como sempre estivesse estado connosco. Parece que o conhecemos desde sempre .
Parabéns a ele que se tornou a pessoa mais importante das nossas vidas num instantinho...e ele sabe-o pois já há 8 anos que nos escolhera.....é estranho mas é mesmo assim.
Há 8 anos que eu e a Paula existimos como casal e foi por Janeiro que nos enamoramos, coincidência (existem?), o J.P. (re)nascia para a vida com um projecto inicial difícil mas que algum tempo depois seria cumprido com a nossa chegada em termos físicos.
Estamos todos muito felizes e os nossos amigos / família também ! Obrigado a todos !
PARABÉNS JOTA !!!!!

Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Histórias de Vida


O Natal correu bem, apesar de cá em casa estar tudo com gripe, menos o J.P.!
Apesar de alguns presentes estarem já na àrvore de Natal (isto porque uma vez o o Pai Natal já cotinha nos pediu uma ajuda) não quebrou nenhuma magia.
Mas, o Pai Natal só chegou a nossa casa no dia de Natal dia 25 de Dezembro.
E ver aqueles olhinhos muito brilhantes e aquele sorriso ainda tão inocente, fez voltar a magia do Natal.
O J.P. até ouviu de noite os sininhos das renas!
Esta é mais uma carta do avô para o neto (e nesta voltei a ficar com lágrimas nos olhos)
Histórias de Vida
Quando a mãe do Jota tinha seis meses, esteve muito doente. O avô Artur teve que chamar um médico para a tratar. Esse médico era um rapaz com vinte e sete anos, mas muito sabedor e muito simpático. Ele e o avô ficaram sempre muito amigos.
Passados quarenta anos, o Jota precisou de ir ao médico.
...e a que médico foi?
Ao mesmo que aos seis meses tratou a mãe do Jota e que se chama João Carlos Gomes Pedro e o Jota gostou muito dele.
Que Deus o abençoe que é uma jóia de senhor.

Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Avô e Neto


O J.P. não gosta muito de ler!

Então o avô Artur, resolveu todos os dias escrever uma carta ao neto, mas com a condição de ser o J.P a ler. Tenho que vos dizer que até agora está a dar bom resultado e o J.P. já pergunta pela carta do avô. Uma dessas cartas, que foi escrita a 1 de Dezembro de 2008, fala da relação da Net (a nossa cadela) com o J.P.
Obrigada pai

"Que coisa mais linda!!!!

O Jota tem uma amiga

muito linda, muito bela.

Nunca, nunca se fadiga,

com o Jota nunca briga,

essa amiga é uma cadela.


A Amiga chama-se Net

com o Jota nunca se mete,

a não ser na brincadeira.

Corre, salta e até dança

não pára e não descansa,

é uma amiga à maneira.


Gosta tanto do Jota...

Santo Deus! Que coisa linda!!!

Dá gosto vê-los brincar.

E o Jota para lhe pagar,

gosta dela mais ainda"

Sábado, 29 de Novembro de 2008

Ufa....


Um mês passado e toda a gente nos diz que o J. não parece o mesmo ! È um menino irrequieto como todos os meninos da sua idade são, brincalhão, expressivo, calinas q.b. com os TPC, mas até a Professora F. nos refere que de facto existem francas melhorias.

Ao fim de semana já não acorda ás 07.00h, mas a energia é a mesma - MUITA !!!!!

Sim, porque isto de ter uma formação continua "on job" (como agora se diz), sem rede e ter cabeça fresca...é dose !

Faz-me pensar que a minha amiga Patty e o Zé estão a viver os últimos dias (até 11/12/2008) descansados q.b., porque a seguir ....ui...ui...Zeca, doses cavalares de Red Bull são necessárias ! Mas é LINDO !!!!!

Domingo, 16 de Novembro de 2008

20 mil bebés concebidos com ajuda - Noticia CM - 15/11/2008


Tu podes porque não tens filhos. Se tivesses filhos, saberias o que é difícil." Sobre a dificuldade de ter filhos, Angélica Luís podia escrever um tratado. Mas, quando alguém lhe cobra mais disponibilidade para o trabalho, quando algum colega se queixa das dificuldades em gerir uma família, Angélica desvia a conversa, engole em seco, reserva a sua dor e prefere não dizer nada.




A vida desta formadora profissional de 33 anos gira, silenciosamente, em torno do desejo de ser mãe. Mas, para 500 mil casais no País, desejar não chega. Engravidar é uma batalha. Gasta-lhes as energias, o dinheiro, o tempo e os sonhos. Muda-lhes a geografia das relações sociais, familiares, sexuais e de trabalho. Altera-lhes o mundo e a forma de o verem. Torna-se a medida de todas as coisas. Angélica anda assim há três anos, a querer ter filhos e, em vez deles, a descobrir doenças. Dela, do marido… do casal. Para eles, uma gravidez só é possível com a ajuda de técnicas e tratamentos que cabem no nome de Procriação Medicamente Assistida (PMA).

Portugal faz tratamentos de PMA desde o final dos anos 80, durante décadas sem que uma lei lhes desse forma e limites. Até 2006. Mas o País não parou à espera de ter uma lei. Houve novas descobertas e criaram-se centros de PMA. Nasceram "seguramente mais de 20 mil crianças", segundo as contas de Mário Sousa, geneticista e um dos precursores do País. Sete dos actuais centros são públicos. Se no privado um tratamento chega facilmente aos 5 mil euros, aqui só se pagam taxas moderadoras. Poupa-se dinheiro, mas gasta-se tempo.

Santa Maria e Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, são os únicos para todo o Sul do País e a espera para um tratamento chega aos dois anos. No Porto, onde há mais oferta, ronda os seis, oito meses. Uma eternidade para os casais inférteis. Para eles, o tempo corre num compasso mais acelerado. Os dias não têm 24 horas, os meses 30 dias ou os anos quatro estações. Eles não têm tempo para passear pelo tempo. A partir dos 38 anos a taxa de sucesso desce e uma mulher deixa de ser aceite num centro público. Com a demora para cada consulta, cada exame e cada tratamento, aos 35 já começa a fazer contas de cabeça.

No ano passado, o Governo assumiu pela primeira vez que o que existe não chega. E anunciou um aumento dos apoios, prometendo mais 18 milhões de euros para financiar tratamentos no privado. Como as medidas do Governo também têm listas de espera, um ano passou e os casais continuam a aguardar que esses milhões lhes cheguem.

As autoridades de Saúde andam a arrumar a casa e a criar os alicerces, legais e reais, desta nova rede organizada de consultas e tratamentos. Alguns centros foram obrigados a fazer obras para cumprir parâmetros de qualidade. Com as obras, pararam-se consultas, com consultas paradas, aumentaram as listas de espera.

Quando tudo estiver criado, haverá mais quatro centros – em Coimbra, Cova da Beira (Covilhã), Garcia de Orta (Almada) e Faro. E mais seis consultas especializadas nos hospitais. Todos juntos, os 11 centros de PMA públicos terão de atender pelo menos 50% dos casais. Os outros serão encaminhados para o privado, com o Estado a pagar uma parte dos tratamentos.

Para Samanta Esteves, estes apoios já virão tarde. Chegou aos 39, ano derradeiro de uma década de tratamentos. Dez anos a gerir a espera, a esperança, a decepção. Saltou de serviço em serviço, repetiu exames, fez três tratamentos. O último foi em Setembro. Sem sucesso. Ainda não fez o luto da ideia de ser mãe. Podia tentar no privado, mas não consegue. "Já gastei nove mil euros. Não tenho dinheiro para mais... E não vou fazer loucuras de pedir empréstimos ou hipotecar a casa. Há pessoas que o fazem. Mas é muito triste saber que nunca vou ter filhos... Tento acalmar-me, pensar que a vida continua. Que posso brincar com os outros bebés."

Angélica vai para o terceiro tratamento, o último possível num centro público. É a prova de fogo. Às vezes, revolta-se – porque é que os outros conseguem e eu não? E as pessoas a perguntar para quando uma criança, e os sogros a rezar, e eles a tentarem. "Tenho algum conforto na ideia de que estou a fazer tudo o que posso. Também já demos entrada no processo de adopção." Pediram uma criança até aos três anos. Mas no Norte, a lista de espera para adoptar até esta idade é de seis anos.

"A criança que nós queremos não nasceu e não vai nascer nos próximos anos." Mas Angélica reconforta-se, está a tentar tudo. "Sinto que lancei todos os dados, algo hei-de conseguir." Conseguirá aguentar a dureza de mais um tratamento. Na esperança de, um dia, poder dizer "meu filho".

PERGUNTAS E RESPOSTAS

- Quais os tratamentos de procriação medicamente assistida?

- Os nomes são complicados, mas bem conhecidos dos casais. Fecundação in Vitro (FIV), Inseminação Intra-Uterina (IIU) ou Microinjecção Intracitoplasmática (ICSI) são alguns deles. Mas a lista é extensa e depende da causa da infertilidade.

- O que é a infertilidade e como um casal a pode detectar?

- A infertilidade resulta de uma disfunção nos órgãos reprodutores, masculinos, femininos ou de ambos. Um casal é infértil quando não alcança a gravidez desejada ao fim de um ano de vida sexual contínua sem métodos contraceptivos.

- Pode prevenir-se a infertilidade no homem e na mulher?

- O geneticista Mário Sousa diz que quase metade dos casos podem ser prevenidos. O que passa por evitar o consumo de tabaco, álcool e drogas, reduzir o número de parceiros e aumentando a idade da primeira relação sexual.

- O que é um banco de gâmetas? Existe algum no País?

- É um banco onde se armazena espermatozóides e ovócitos para tratamento. Mário de Sousa, um dos melhores especialistas, tinha um projecto, mas o ex-ministro Correia de Campos inviabilizou a ideia. A DGS está a "consultar" especialistas.

- Os 26 centros existentes têm todos as mesmas condições?

- Só este ano foram criados requisitos de qualidade. O Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida ainda está a licenciar os centros. O presidente, Eurico Reis, diz ter recebido apenas três pedidos, todos do sector privado.

CASOS

ANGÉLICA LUÍS

Angélica Luís tem 33 anos e vive no Porto. Há três anos que tenta com o marido engravidar. Já fez dois tratamentos, sem sucesso. Vai agora tentar o terceiro no Hospital de Santo António, no Porto.

SAMANTHA ESTEVES

Há dez anos que Samanta Esteves tenta engravidar. O tercLeiro tratamento emSanta Maria (Lisboa) não resultou. Aos 39 anos, estão esgotadas as possibilidades para o casal tentar ter filhos no público.

OS 26 CENTROS DE REPRODUÇÃO
- Hospital Senhora da Oliveira, Guimarães

- Hospital de São João, Porto

- Hospital de Santo António, Porto

- Maternidade Júlio Dinis, Porto

- Maternidade Bissaya Barreto, Coimbra

- Maternidade Alfredo da Costa, Lisboa

- Clínica Obstétrica e Ginecológica de Espinho – COGE Rua da Idanha, Espinho

- Clínica de Genética Prof. Doutor Alberto Barros, Av. do Bessa, Porto

- Centro de Estudos e Tratamento da Infertilidade – CETI, Av. da Boavista, Porto

- Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia, Gaia

- Hospitais da Universidade de Coimbra, Coimbra

- Hospital de Santa Maria, Lisboa

- Centro de Medicina de Reprodução – FERTICARE, Av. da Liberdade, Braga

- Centro de Estudos de Infertilidade e Esterilidade, R. Dom Manuel II, Porto.

- FERTICENTRO, Urbanização Panorama, Monte Formoso, Coimbra.

- Espaço Fertilidade, Rua do Brasil, Coimbra

- AVA CLINIC, Praça D. Pedro IV, Lisboa

- Centro CLIFER, Rua Padre Américo, Lisboa

- IMOCLINICA, Campo Grande, Lisboa

- Clínica Bom Jesus, Av. Príncipe Alberto do Monáco, Ponta Delgada

- Clínica CLINDIGO, Rua Luciano Cordeiro, Lisboa

- Centro CEMEARE, Av. das Forças Armadas, Lisboa

- British Hospital XXI, Rua Tomás da Fonseca, Torres de Lisboa.

- Centro de Medicina da Reprodução de Cascais, Al. Combatentes da Grande Guerra, Cascais

- IVI Lisboa, Av. Infante D. Henrique, Lisboa

- CLINIMER R. Dr. Manuel Campos Pinheiro, S. Martinho do Bispo

PREÇOS

MEDICAMENTOS

Comparticipados a 37%, os medicamentos chegam a custar mil euros por cada ciclo (injecções que estimulam a produção de óvulos, por exemplo).

TRATAMENTOS

No privado podem custar mais de cinco mil euros, como a Microfertilização (ICSI) com doação de ovócitos, ou quase quatro mil euros, como a Fertilização in Vitro (IVF). Muitas vezes, é necessário mais do que uma tentativa.

MÃE DE DUAS GÉMEAS AO FIM DE CINCO ANOS

"Ninguém está à espera de ser infértil quando decide ter um filho." E Cláudia Vieira, de 33 anos, também não esperava receber esse diagnóstico quando, em 2003, decidiu que era a altura de ser mãe. Cincoanose outrastantas microinjecções depois, ficou grávida. As bebés nasceram em Junho. É nelas que concentra esforços. Nelas e na Associação Portuguesa de Fertilidade (APF), que ajudou a criar em 2006. "Não é fácil encontrar apoio. As pessoas isolam-se, a doença tem uma carga muito estigmatizante."

Quando a palavra infertilidade passou a ser parte da sua vida, foi nos fóruns de discussão na internet que encontrou informação e pessoas para a partilhar. Desses fóruns surgiu a ideia de criar uma associação.Jámãe, Cláudia continua a ser a presidente. "As dificuldadessãotantas quedeixammarcas muito profundas. Uma gravidez não nos faz desligar. A associação é também uma filha." A APF vai lembrando que falta muito para que a infertilidade seja uma doença tratada como todas as outras. Faltam seguros, falta aumentar as comparticipações de medicamentos, falta estender a promessa de tratamentos a mais ciclos no privado.

"DINHEIRO NÃO PODE CONDICIONAR O ACESSO" (Francisco George, Director-geral da Saúde)

Correio da Manhã – Como vai funcionar a nova rede?

Francisco George – Começa nos médicos de família, que referenciam os casais para as 20 consultas de fertilidade nos hospitais. Se não resultarem, passam para os centros de PMA. Haverá uma torre de controlo na Direcção-Geral da Saúde que, através de um sistema informático, gere esta referenciação. Pelo menos 50% dos tratamentos terão de ser feitos no público.

– Por que razão as autoridades não obrigam as seguradoras a incluir também os tratamentos de infertilidade?

– Ao fazer isso, estaríamos a potenciar uma expansão dos centros privados e a PMA poderia acabar como a hemodiálise. Os rendimentos não podem condicionar o acesso, que é o que acontece hoje. Porque os casais de menos rendimentos devem ter um acesso igual aos de grandes rendimentos, a questão dos seguros é secundária. Optámos por desenvolver os centros públicos.

– Por isso, os 18 milhões prometidos aos casais ainda não avançaram.

– O primeiro-ministro nunca disse que iam ser dados aos casais. Há todo um processo de organização que está a ser feito e não pode surgir de um dia para o outro.

NOTAS

PIONEIROS: PRIMEIRA CRIANÇA

Louise Brown foi a primeira criança fruto de uma técnica de procriação medicamente assistida. Nasceu a 25 de Julho de 1978, em Inglaterra, há três décadas.

PREVALÊNCIA: NÚMERO DE CASAIS CRESCE

Vinte por centro é a prevalência dos casais com problemas de infertilidade. Em 50 anos, passaram de 10% da população para 20%.

LISBOA: CARLOS NASCE EM 1986

A 1 de Março de 1986 nasceu o Carlos Miguel no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, fruto de uma fertilização in vitro. Foi o primeiro bebé português a ser concebido com a ajuda da Medicina.

OBJECTIVO: MAIS TRATAMENTOS

2500 é o número de ciclos (tratamentos) que se fazem por ano no País. O objectivo do Governo é passar para os 6250.

GRAVIDEZ: TAXAS DE SUCESSO

Em média, a taxa de sucesso de um casal conseguir uma gravidez com os tratamentos por PMA ronda os 30%. Sobe para 80% depois de três tentativas, mas desce com a idade.

DOENÇA: UM PROBLEMA DO CASAL

50 por cento dos problemas de fertilidade são do homem. Antes vista como um problema da mulher, é hoje uma doença do casal.

PRIVADO: ESTADO VAI PAGAR

O Ministério da Saúde conta começar a pagar para o ano o acompanhamento dos casais no privado: serão pagos a 100% os tratamentos de primeira linha e o primeiro ciclo de segunda linha.

NASCIMENTOS: BEBÉS POR PMA

700 a 900 crianças nascem todos os anos por PMA. Representam um por cento dos nascimentos, mas deverão passar a ser 3%.

Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Nem acredito!!!!!



"Mal-entendido ou razão para indignação?


Há muito tempo que não bato nas teclas com tanta indignação. Há coisas que provocam uma reacção imediata, vísceral. Foi o que aconteceu quando li que os bispos portugueses estão preocupados com o objectivo de o Governo "reduzir drasticamente" o número de crianças institucionalizadas, contestando a actual lei que consideram "facilitar" a adopção. Num país em que 13 mil crianças permanecem anos a fio numa instituição, vendo esfumar-se todos os seus sonhos de ter pai e mãe, porque os adultos que supostamente as protegem não são capazes de lhe desenhar um projecto de vida, a igreja preocupa-se com a vontade de lhes dar uma família? Trata-se tudo de um mal-entendido ou será que há pensamentos tortuosos por detrás deste discurso? Pensei e arrisco:


1. A ideia de que a esterilidade é uma vontade de Deus. Sendo assim, combatê-la, seja por uma FIV ou por uma adopção, é não aceitar o "destino". Tudo o resto é do foro do egoísmo e da satisfação pessoal: desejar um filho é pecado. A adopção só se justificaria assim se prometer trazer consigo uma cruz, ou seja, pode-se manifestar o desejo de adoptar um deficiente mas não uma criança saudável, mesmo que não tenha pais! Maquiavélico.


2. A ideia de que mais vale crescer numa casa de Deus, onde lhe ensinam o catecismo, como me dizia há anos um responsável por uma instituição, do que deixar que as alminhas se percam numa família pagã.


3. Interesses económicos. A confederação das instituições de Solidariedade Social veio dizer que a actual lei "mais parece talhada a contribuir para o enfraquecimento das IPSS". Desconfio que Jesus Cristo reagiria a uma frase destas, expulsando os vendilhões do templo. Uma confederação que vem dizer que precisa de crianças internadas (e do subsídio que o estado paga por elas) para sobreviver?


4. O medo da adopção por casais homossexuais. A igreja tem todo o direito de se opor ao que quiser, mas não pode diabolizar a adopção para chegar aqui. nem imaginar diabos onde não os há."


Isabel Stiwell in Destak 11/11/2008

Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

Fantástico !


È uma óptima sensação chegar a casa e ter um abraço ternurento e uma beijoca do príncipe... é bom demais ! È algo único. O silêncio cá em casa é algo de estranho e que se torna inclusive absurdo cada vez que acontece.

Estamos deliciados !

Vamos dando noticias conforme vão acontecendo !

Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Reportagem 30 minutos


Finalmemente tivemos a confirmação por sms que se tudo correr de acordo com o esperado a reportagem do 30 minutos no canal 1 sobre a Infertilidade, onde damos humildemente o nosso testemunho, vai para o ar por volta das 21 h.
Estamos todos convidados !

Sábado, 25 de Outubro de 2008

Que Familia !!


Já está ! O príncipe já chegou e estamos mesmo muito satisfeitos. Muito solto, natural, come muito bem e porta-se lindamente.
A 1ª noite em casa correu lindamente... acordámos ás 07.15 h com o J.todo satisfeito a pedir para pintar com os lápis de cor.

È todo um mundo novo a que nos estamos a adaptar a 200 km/h, mas que até agora está a correr bem.



beijocas e abraços para todos !

Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

Felizes ... os 4 !


Estas ultimas semanas têm sido uma correria louca, mas penso que podemos resumir tudo aos 2 últimos dias - estamos muito felizes !
Tem sido uma torrente de emoções muito grande, com alguns receios á mistura, mas ...até agora tudo bem ! Não vemos a hora de ficarmos definitivamente os 4 juntos - Eu, a Paula, o Filhote e a Net. Tenho fé que tudo aconteça rapidamente.
Quero deixar uma pequena nota de agradecimento pelos inúmeros contactos dos nossos amigos e família, que nesta etapa demonstram (mais uma vez !!!), que estão connosco nesta aventura e que têm vivido tudo isto com muita intensidade . OBRIGADO !!!

Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

E então a reportagem?


Ao contrario do que esperávamos a reportagem sobre a Infertilidade não passou hoje no programa 30 minutos... não sabíamos !
A todos os que esperaram como nós pela mesma as nossas sinceras DESCULPAS.
Vamos indagar sobre quando vai ser transmitida.
Obrigado a todos pelo carinho e disponibilidade que nos têm brindado !

Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

Reportagem

Ontem tivemos a jornalista Patricia e o reporter de imagem Pedro cá em casa a acabar de filmar a reportagem sobre a Infertilidade que, em principio vai para o ar dia 07/10/2008. Mais uma vez foram muito simpáticos e disponiveis, o que sinceramente muito agradecemos !

Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

Quando o desespero toma conta de nós...


Casais portugueses pagam 100 mil euros por «barrigas de aluguer» nos EUA


O preço deste serviço pode alcançar os 100 mil euros, entre os custos dos tratamentos, viagens, pagamentos à grávida de aluguer e serviços clínicos.
Mário de Sousa, especialista em reprodução medicamente assistida, disse ao jornal Diário de Notícias que já encaminhou muitos casais para clínicas americanas na Califórnia, um Estado onde a maternidade de substituição é possível e está bem regulamentada.
No entanto, Mário de Sousa apenas defende este método em casos muito excepcionais em que as mulheres nascem sem útero ou com um útero atrófico ou ainda com doenças congénitas. Não sendo uma alternativa para os problemas clássicos de infertilidade.
in SOL

Estudo liga anti-depressivo à infertilidade masculina


Um estudo conduzido por especialistas americanos e divulgado pela edição on-line da BBC Brasil sugere que um determinado tipo de antidepressivo pode afectar a fertilidade masculina. A equipa de investigadores, do Centro Médico de Cornell, em Nova Iorque, verificou que homens saudáveis que tomaram o remédio paroxetina durante quatro semanas apresentaram danos genéticos nos espermatozóides.
Nos testes, os especialistas recrutaram 35 homens que forneceram amostras de esperma antes e depois de tomar o medicamento. Exames de microscópio revelaram que não havia diferença na forma e no movimento dos espermatozóides entre as amostras fornecidas nos dois momentos, mas que os problemas apareciam durante exames de "fragmentação de ADN".
Os testes de ADN mostraram que as amostras fornecidas antes do tratamento com o antidepressivo continham 13,8% de espermatozóides danificados. Quatro semanas mais tarde, este índice tinha subido para 30,3%.
Os especialistas estão a investigar se o aumento na danificação dos espermatozóides seria suficiente para afectar a fertilidade masculina ou se os 70% dos espermatozóides restantes seriam capazes de produzir uma gravidez.
Estudos realizados com casais que estavam a ser tratados com fertilização in vitro, mostraram que homens cujo esperma tinha defeitos no ADN produziam menos embriões e que, quando estes eram introduzidos na mulher, tinham menos chances de se implantar no útero.
A pesquisa foi publicada na revista científica "New Scientist".2008-9-29

Sábado, 27 de Setembro de 2008

Luz na Escuridão

Os amigos que tantas vezes faltam nos corredores escuros e infindáveis da Infertilidade, fazem-nos encontrar OUTROS que estão sempre por perto nas horas de angustia, raiva e desespero e fazem-nos lembrar que nas alegrias são ELES parte essencial delas.
A ELES obrigado ! Trilhamos um caminho JUNTOS e continuaremos lado a lado nas derrotas e nas imensas vitórias que são os positivos e os telefonemas !
São parte essencial da nossa vida e consequentemente da nossa história por isso somos cada vez mais LUZ NA ESCURIDÃO.

Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

Quando o telefone toca ...




Boa tarde...é da SCML...!!!

E ficámos super-hiper felizes !

2008 é definitivamente o nosso ano !

Terça-feira, 16 de Setembro de 2008

Stress - um inimigo silencioso


Stress crónico pode levar a depressão e infertilidade


O stress crónico pode levar a problemas de saúde físicos, assim como a problemas de comportamento, incluindo ansiedade, depressão e infertilidade, segundo investigadores norte-americanos.


O investigador principal, Mark Wilson, do Centro Nacional de Pesquisa de Primatas de Yerkes e da Universidade de Emory, em Atlanta, descobriu que o factor libertador de corticotropina (CRF) é uma neuro-hormona chave envolvida na resposta nervosa.


O factor libertador de corticotropina está localizado em várias regiões diferentes do cérebro, servindo para diversas funções, revelou Wilson. A sua libertação é importante para a nossa capacidade de adaptação aos stressantes diários e para manter a nossa saúde física e emocional.


Em resposta ao stress, os níveis do factor libertador de corticotropina aumentam, sendo que diminuem quando o elemento stressante já não está presente. O stress crónico, contudo, aumenta a duração e o volume da expressão do factor libertador de corticotropina em áreas do cérebro associadas ao medo e à emoção, incluindo a amígdala, uma zona do cérebro que é o centro identificador de perigo, gerando medo e ansiedade.


De acordo com Wilson, no estudo, os ratos que foram continuamente expostos ao factor libertador de corticotropina desta área do cérebro experimentaram comportamentos de ansiedade e depressão, diminuição da libido e ciclos de ovulação desregulados.


Isto sugere que uma libertação persistente de CRF, tal como acontece em casos de stress crónico, claramente afecta múltiplos sistemas do organismo. Estas alterações comportamentais são semelhantes àquilo que é observado nas mulheres quando são expostas a elementos stressantes numa base diária, acrescenta. Os resultados foram publicados online na "Molecular Psychiatry".


Isabel MarquesLer mais: upi.com

Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

Boa Sorte !


À Teresa e ao Miguel, que sejam 9 meses curtinhos e sem desvios do objectivo final ! Felicidades !

Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

Acender uma vela


Tomei a iniciativa de acender uma vela no sitio http://www.gratefulness.org/candles/message.cfm sobre o tema da Infertilidade.

È um espaço de reflexão onde podemos num minuto do nosso dia parar para reflectir um pouco, e onde todos podem "contribuir" com a "subscrição" virtual da mesma.

Por todos nós !

Parabens !

Quero dar os parabéns á Susana Pina, por mais uma vez estar a "dar a cara" por todos nós desta feita no Portal Sapo.PT com o seu blog http://sonhoterumfilho.blogs.sapo.pt/ .

Susaninha isto está a mexer !! Força ! Obrigado mais uma vez !

Aínda a reportagem .....


Em meu nome e da Paula, queremos agradecer á equipe de reportagem constituída pela Patrícia Machado (jornalista), José Carlos Ramalho e Nuno Patrício (repórteres de imagem) que nos acompanharam num pouco de 2 dias do nosso quotidiano, pela disponibilidade, interesse, simpatia e muita paciência. Foram inexcediveis ! Obrigado pela oportunidade de testemunharmos em nome de todos os que vivem num silêncio ensurdecedor chamado INFERTILIDADE.

Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

"O VINCULO DO AMOR"




"O VINCULO DO AMOR"
Sonhava...
era a criança que beijava bonecas,
preparava mamadeiras, banhos,
trocava roupinhas e
cantava canções de embalar.
Sonhava...
que teria uma imensa barriga
e dois corações pulsando,
um no peito e outro naquela barriga.
Sonhava...
com o momento sublime
de escutar o choro do seu bebé.
Tão acalentado e amado
nos sonhos infanto-juvenis.
Sonhava...
que teria bastante leite para alimentá-lo,
o leite que ele encontraria
bem próximo a seu coração.
Sonhava...
quem não sonhou um dia
certamente não foi criança,
é o sonho quem ajuda a gente a crescer.
Quando cresceu, precisou parar de sonhar,
e esperar a chegada daquele bebé,
sonhado e nunca sentido na barriga(que não cresceu).
Um dia,
acordada,
acariciou aquela criança,
que sempre esteve presente,
como vida em sua vida,
como as batidas do coração.
Naquele dia inesquecível....
a reconheceu como num encanto,
e soube que ela já havia sido beijada por outros lábios,
abraçada por outros braços.
Naquele momento, seu coração,
se fez ninho para acolhe-la e ela adormeceu nele,
tornando real o vinculo do amor......
A ADOPÇÃO(Marinalva de Sena Brandão)(brasil-livro "laços de ternura")

Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Cheguei!!!!!!

Cheguei!!!!!
Sem vontade nenhuma de voltar!!!!
Este foi o local "fabulástico" onde estive nestas férias o Baleal. Foi muito bom, até a temperatura da água do mar ajudou (sim porque esta zona é um bocadinho gelada)
Eu e o Carlos concordámos em dar uma estrevista para a RTP para o programa 30 minutos e falar sobre a Infertilidade. Tudo graças a minha muito querida Susana do blog http://sonhoterumfilho.blogs.sapo.pt/ .Foi muito giro, no Domingo foi filmada parte da mesma mesmo no Baleal. Amanhã será filmada a outra parte da entrevista em nossa casa. Depois eu aviso quando for para o ar.
Beijokinhas grandes e obrigada pela vossa amizade.

Sábado, 30 de Agosto de 2008

Fui...


Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

Dor


Doi-me

A tua ausência
A falta do teu calor
A falta do teu abraço
A falta do teu carinho
A falta do teu sorriso
A falta do teu amor
Não te adormecer no meu colo
Não presenciar as tuas tropelias de criança
Não correr na areia da praia contigo
Não jogar á bola ou brincar ás princesas e castelos
Não tratar os teus joelhos esfolados
Não ter de me preocupar contigo noite e dia
Não ter de te ajudar a realizar sonhos
Não te ajudar com as tarefas escolares
Não enxugar as tuas lagrimas mimadas
Não aturar as tuas birras
Não te ver crescer....
Meu filho.......

Domingo, 10 de Agosto de 2008

Obrigado !!!


Desfolhámos as páginas da revista do CM de hoje na ânsia de encontrar a nossa amiga Susana Pina do http://sonhoterumfilho.blogs.sapo.pt/. Lá estava, com grande sobriedade e emoção q.b. a testemunhar esse vazio imenso que se chama INFERTILIDADE.

Obrigado á Susana e ás outras meninas que ousaram dar a cara mais uma vez por todos nós !


Falando em meu nome particular, tive alguma pena que os maridos não estivessem presentes na entrevista, nas fotos, nas perguntas respondidas, mas certamente que as estava a acompanhar bem junto do coração.


Não posso nunca esquecer o B., essa força da natureza que tem acompanhado a Susana nesta luta desigual e ainda assim não dá mostras de ser beliscado. Obrigado também a ele !!!

Terça-feira, 22 de Julho de 2008

Infertilidade

Sábado, 28 de Junho de 2008

Fui ....


Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Obrigada!!!!




A nossa caminhada, correu muito bem. Foi muito mais participada do que aquilo que eu tinha pensado. Na minha opnião foi um sucesso, apesar da falta de divulgação. Finalmente já foi visto alguns de nós a darem a cara por uma causa tão dolorosa. Foi muito agradável conhecer pessoas novas, rever "velhos" amigos, ver os bébés API's. Obrigada!!!!

Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

CAMINHADA PELA INFERTILIDADE


CAMINHADA PELA INFERTILIDADE - 01 DE JUNHO

A API, promove, no próximo dia 1 de Junho, a 1ª Caminhada pela Fertilidade, na Marginal de Oeiras. Esta iniciativa decorre no âmbito da comemoração do Mês Internacional da Fertilidade e do Dia Mundial da Criança, e tem por objectivo consciencializar os cidadãos para importância dos problemas de fertilidade e estará integrada na iniciativa da Câmara Municipal de Oeiras, "Mexa-se na Marginal".
A concentração para a caminhada faz-se na Curva dos Pinheiros (junto à estação de Caxias), pelas 10:00h, e seguirá um percurso de 1,5 Km que termina no Jardim de Paço de Arcos. Todos os participantes terão direito a uma t-shirt, uma flor e uma água, materiais que serão distribuídos no local da concentração, onde a APFertilidade manterá uma pequena tenda fixa com informação isntitucional e algumas actividades lúdicas das 10H às 13H.
A participação nesta iniciativa é gratuita, mas exige uma pré-inscrição, por razões logísticas. Basta enviar uma mensagem indicando o número de pessoas para o email caminhadapelafertilidade2008@gmail.com (para obter mais informação, poderão contactar a associação). Gostávamos muito que esta iniciativa fosse um evento de "família e amigos". Todos são bem-vindos, mesmo os amigos de 4 patas, que são bons caminhantes.
Ao teu ritmo, vem caminhar por boas razões. Dia 01 de Junho contamos contigo!

Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

Obrigada Moquinhas

A blogosfera tem muita coisa má, mas também tanta coisa boa. E tenho que vos dizer que felizmente me tem dado amigos. Vou-vos contar um pouco de uma história, era uma vez uma menina (um bocadinho cota) que vivia num sofrimento pelo facto de não ser mãe (sou eu). E teve uma grande recaída...quando, a um dado momento recebeu um post de uma amiga virtual a dizer-lhe que lhe queria mandar um mimo - a minha linda amiga Moquinhas http://moquinhas40.blogspot.com/, a menina ficou toda feliz, ía ter um mimo.



Este foi o GRANDE mimo que recebi. Adorei os mimos todos, e vou guardá-los com muito carinho, até ser a altura de os usar. Mas o que eu amei mesmo foi uma carta linda, cheia de coragem e manuscrita que a minha amiga me enviou. Já nem me lembrava de receber carta manuscritas, foi lindo! Não vos vou relatar o que ela escreveu na carta, só para vos dizer que ela chorou ao escreve la e eu chorei ao lê-la.
Obrigada amiga, adorei.
Vocês são VENCEDORES

Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Que saudades!!!!!!

Que saudades do Baleal, do sol, do mar e do sol.
Felizmente que a vida de vez em quando nos dá algo de bom, e graças à Infertilidade tenho conhecido gente fantástica. Foi o caso da minha querida Susana Pina, do B. e da Dona Big. Foi um espectáculo, foi um café que deu para conversar...rir...e claro falar também de infertilidade. Adorei a Susana é um amor, e agora que somos + ou - vizinhas, iremos combinar mais cafés. E fica prometido amigos, pode ser na mesma esplanada com os vossos e os nossos.
Obrigada :)

Cirque du Solei

Este sim é o maior espectáculo do mundo.
Eu e o Carlos adorámos, é um espectáculo completo, em que não vamos notar o passar do tempo.

Quinta da Regaleira (Sintra)

Visita de sonho a uma quinta bela cheia de magia.
Carvalho Monteiro, ajudado pelo arquitecto italiano Manini, dá à Quinta de 4 hectares, o palácio, jardins luxuriantes, lagos, grutas e edifícios enigmáticos, lugares estes que escondem significados relacionados com a maçonaria, alquimia, templários e rosa-cruz. Modela a quinta em traçados que evocam a arquitectura Romântica, Gótica, Renascentista e Manuelina. Aconselho a visita com guia e no horário da manhã (11horas) a entrada é válida para o dia inteiro.

Convento Madre de Deus

Convento da Madre de Deus, um vizita que fizémos e foi espectacular, foi mandado construir em 1509 e a actual igreja em 1550. É fantástica

Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

DIA DA MÃE

Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Porquê???????????????????

Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

Amêijoas afectadas por químicos podem causar infertilidade

O consumo de amêijoas brancas afectadas pelos compostos químicos, presentes em detergentes e lançados em zonas costeiras através dos esgotos, poderá estar relacionado com problemas de infertilidade, de acordo com uma especialista da Universidade do Algarve (UAlg).
As alterações hormonais na lambujinha, que faz com que os machos se tornem fêmeas, já tinham sido detectadas, de forma inversa, nos búzios do rio Guadiana, por uma equipa de investigadores do Grupo de Ecotoxicologia e Química Ambiental do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) da UAlg.
De acordo com a coordenadora da equipa, Maria João Bebianno, os compostos de detergentes ou medicamentos, lançados no ambiente, estão a alterar o funcionamento normal do sistema endócrino das amêijoas, um fenómeno que dá pelo nome de «intersex», o que pode implicar falhas reprodutivas e consequentes rupturas nos stocks.
Embora tenha menos valor comercial e seja menos consumida do que a amêijoa preta, o consumo de lambujinha pode afectar o funcionamento hormonal das pessoas que as ingerem, provocando problemas de infertilidade ou diminuição de esperma nos homens.
A especialista explica que os problemas são causados pelos efluentes, que, apesar de parcialmente tratados, mantêm «uma grande carga tóxica». A situação, segundo Maria João Bebianno, poderia ser resolvida se as Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) estivessem preparadas para tratar esses compostos.
«Basta uma pequena concentração química para provocar o fenómeno, o equivalente a duas chávenas de chá numa piscina olímpica», explica a académica, revelando que as alterações sexuais também estão a ser verificadas em peixes, o que é «ainda mais preocupante», embora ainda não haja dados concretos sobre esta situação.
Por enquanto, os investigadores estão apenas a debruçar-se sobre a amêijoa branca, tendo começado a recolher amostras e a analisá-las em laboratório, com o objectivo de verificar se estão a ocorrer mudanças de sexo, tendo sido já observado que os machos têm vindo a ganhar características femininas, passando a apresentar ovócitos no tecido testicular.
- eu cá por mim é mais como o Ivo...é ananas...

Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Afinal....


Afinal, parece que Pinto de Sousa e sus muchachos deram a mão á palmatória...as custas judiciais para a adopção, já não vão ser cobradas...ou será que vão??? Se calhar vão...logo se vê....

Terça-feira, 8 de Abril de 2008

Parabéns Patty e Zé



Quero dar os nosso parabéns aos meus queridos amigos Patty e Zé estão grávidos!!!!!!

Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

O Estado Social em pleno

A associação Bem Me Queres criticou hoje a perda de isenção dos processos de adopção de crianças considerando que é «imoral» por dificultar ainda mais um dos possíveis projectos de vida de milhares de crianças institucionalizadas.

A partir de Setembro quem avançar com um processo judicial para adoptar uma criança paga inicialmente 576 euros, relativos a custas judiciais que até agora não existiam.

Antonio José Fialho, Juiz de Direito Tribunal de Família e Menores do Barreiro explicou em declarações à Lusa que ao abrigo da lei ainda em vigor todos os processos judiciais de adopção estão isentos de custas judiciais, quer no inicio quer no fim do processo.

Mas a nova lei, publicada em Fevereiro e que entrará em vigor a 01 de Setembro, determina que terá de ser pago um valor inicial de 576 euros que poderá ser devolvido parcialmente ou na íntegra no final do processo, depois de transitar em julgado.

Para a Bem Me Queres, uma associação com estatuto de Instituição Particular de Solidariedade Social que visa promover a adopção em Portugal e exercer a actividade de mediação da adopção internacional, a entrada em vigor do novo regulamento das custas processuais irá pôr em causa a gratuitidade dos processos de adopção.

Segundo a associação, se em termos económicos cada criança que é adoptada é menos uma criança que o Estado tem a seu cargo, não se justifica a não isenção de custas no novo Regulamento das Custas Processuais que entrará em vigor em 1 de Setembro de 2008.

Este pagamento, ainda que possa vir a ser devolvido, é na opinião da associação «imoral e socialmente injusto».

«Enquanto que no Código das Custas Judicias actual, e ainda em vigor, na sua línea a) do n.º 1 do artigo 3.º, os processos de adopção são claramente abrangidos pela isenção de custas, no novo Regulamento de Custas Processuais a isenção é contemplada apenas em relação aos menores ou respectivos representantes legais, nos recursos de decisões relativas à aplicação, alteração ou cessação de medidas tutelares, aplicadas em processos de jurisdição de menores (artigo 4.º, alínea i do RCP)», explica.

A Bem Me Queres refere ainda que como associação de promoção da adopção em Portugal estará atenta a tudo o que envolva o instituto da adopção, e relativamente a este assunto «irá mobilizar-se e tudo fazer no sentido de ver alterada esta situação».

Diário Digital / Lusa

Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Crianças vão poder ser semiadoptadas (???????)

As crianças em risco que estão enquadradas em instituições vão poder contar a muito breve prazo com uma nova medida de protecção, a meio caminho entre a família de acolhimento e a adopção plena. A nova figura jurídica, que está a ser estudada pelo Observatório da Adopção, está já na sua fase final de elaboração e, segundo o DN apurou, será apresentada na próxima semana ao grupo de peritos que colaborou no projecto.O objectivo é criar uma família de acolhimento duradoura, a que os ingleses chamam family for life (família para a vida), em que a criança possa ser inserida de forma estável, mas sem romper definitivamente os laços afectivos com a família biológica, a não ser que tal se mostre absolutamente necessário. Ao abrigo desta figura, as crianças poderão ser integradas numa nova família, que terá direitos de tutela, mas continua, por exemplo, a fazer visitas sociais aos pais biológicos."Sentiu-se a necessidade de uma nova figura, na medida em que se chegou à conclusão de que os instrumentos existentes, como a família de acolhimento tal como é hoje e a adopção, não estão a ser suficientes para retirar as crianças das instituições ou impedir que elas cheguem a lá entrar", disse ao DN o presidente do Observatório da Adopção, Guilherme Oliveira. As famílias de acolhimento tradicionais são, na sua génese, medidas de protecção transitórias, enquanto a situação das crianças não está resolvida, mas não visam a adopção. Prova disso mesmo constitui o facto de cerca de 12 mil crianças estarem actualmente institucionalizadas, sendo que uma parte substancial das mesmas não tem a sua situação jurídica resolvida - nomeadamente o consentimento dos pais biológicos - para poder avançar para um processo de adopção plena.Guilherme Oliveira observa que, apesar de já existir no Código Civil a figura da adopção restrita, "é algo que não pegou, talvez por ser demasiado parecida com a adopção plena e pela circunstância de os candidatos a pais adoptivos manifestarem algumas reservas em dividir as crianças com os pais biológicos".Para a secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz, trata-se de mais uma medida complementar para reforçar a protecção das crianças em risco.Também a presidente executiva do Instituto de Apoio à Criança, Dulce Rocha, apoia a iniciativa, porque "as situações da vida são muito pouco lineares e as medidas têm de ter flexibilidade, pelo que quanto mais possibilidades diferentes melhor". Aquela magistrada observa que, "muitas vezes, as crianças vão parar às instituições vítimas de agressões das quais as mães não são directamente responsáveis, e continuam a ser muito afectivas, pelo que é violento condenar uma mãe a romper definitivamente com o seu filho".

in DN - 2008/03/28

- melhor do que 2 pais, são 4 pais, sendo 2 deles os causadores da retirada da criança... estamos cada vez melhor !

Sexta-feira, 14 de Março de 2008

Dedicada a ti Coração












Para ti Paula, a pessoa mais importante da minha vida, te presto a minha homenagem, com profundo respeito e enorme carinho em tudo o que temos passado.


AMO-TE

Quinta-feira, 13 de Março de 2008

No more API/APF


Hoje pus termo á minha participação no fórum da API ! Estou cansado de gente de merda que não gosta de ouvir criticas e que se pauta pelo "ou estás comigo ou contra mim".
Para mim o Fórum não passa de um muro de lamentações e quando se tenta expor algo diferente da carneirada a ovelha negra é apontada portanto FUCK IT.
Trouxe-me por mero acaso o conhecimento de pessoas extraordinárias, como a Patrícia e o Zé, a Sandra, o Ivo e a esposa e pouco mais ; por isso tenho que agradecer.

Hoje ao telefone tentaram tratar-me como uma criança que se tivesse portado mal ! Não tenho que aturar isso e por isso desliguei o telefone na cara á interlocutora, por outro lado houve uma menina que por acaso é psicóloga que se sentiu mordiscada pela critica que apresentei no fórum pela inércia da referida associação quanto a um tema de capa da Focus desta semana, que nos é tão caro, e disparou por sobre mim como em me tratasse de um monte de pedras. Não lhe admito. Por isso NO MORE API.

Quanto á Sandra (coordenadora do grupo de apoio de Lisboa), dou-lhe os meus sinceros parabéns pelo trabalho desenvolvido e pela postura em grupo, agradecendo-lhe ainda a disponibilidade e o carinho.


Obrigado

Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Obrigada

O que de positivo a infertilidade me deu:
Zé, Patty, Micas e Lena OBRIGADA

Sábado, 1 de Março de 2008

Não faz lembrar nada ???

Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

AMO-TE


Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

Chegou !!!!


Chegou o certificado da SCML como CASAL ADOPTANTE.

Bem estamos com uma pança .........

Domingo, 10 de Fevereiro de 2008

OBRIGADO !!!




Obrigado pelo apoio...

Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008

Outra Etapa na Infertilidade


Amanhã temos uma consulta na IVI com o Dr. Sérgio, vai marcar definitivamente a nossa decisão relativamente ao avanço para uma FIVou não...as duvidas são muitas, e dado que não estamos preparados para mais 15 dias de extrema angustia numa espera desesperada, a motivação é pouca... a ver vamos ....


Finalmente a Regulamentação da Lei da Procriação Medicamente Assistida

Toda a Lei aqui


http://juventude.gov.pt/NR/rdonlyres/D6F08778-5B9A-4F73-9824-E09194718DA4/5336/ProcriaC3A7C3A3o20Medicamente20Assistida20Lei32200.pdf

Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

Ufa !!!


4 ª etapa superada !! Depois de longas 3h30 min de muita e agradavel conversa e uma vistoria (light) á casa acabou esta fase.
Chega-se agora a espera da carta de casal adoptante chegar a casa e a espera pelos miudos !
Estamos ansiosos !!!

Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

Ufa ............



3 horas de conversa esgotante é como resumimos a etapa de hoje na SCML. Foi duro e muito cansativo. Só falta mais uma maratona. Realizar-se-á no dia 21/01/2008.

Boa Sorte para Nós !!!

Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008

A 3ª entrevista

Fiquei assim...
Pelas 10horas ligaram-me (a psicóloga) da Santa Casa a marcar a 3ª entrevista. Blá...blá...blá...ficou marcada para 07/01/2008 às 9horas. Liguei loguinho para o Carlos e...afinal dia 7 não era possível porque nesse dia ele tem uma consulta marcada. Liguei de novo para a psicóloga e ao fim de 7minutos ao telefone, para saber em que dia é que tinham sala livre, para nos receber lá ficou marcada para dia 08/01/2008 às 14horas. Ufa!!!!!
Mas ainda não acabou...por volta das 15horas, toca o télélé e...era novamente da Santa Casa e desta vez era a assistente social...blá...blá...blá...então vamo-nos encontrar no dia 7 não é?
E eu toinnnnnnnnnnn
O quê?!?
Não está marcado para dia 8 às 14horas...silêncio do outro lado da linha.
Até que.............."Dona Paula dá para esperar um bocadinho?"...ok...espera...espera...espera...
Sabe é que à pouco falou com a minha colega (então elas não vão comunicando ao longo do processo?!?) Eu estava a ficar com os cabelos em pé...socorro!!!!!!
Depois de muita confusão lá ficou marcado para dia 8 desta vez às 9horas (????já tinham sala de manhã????? - Já nem perguntei mais nada)
E vão lá a casa dia 21/01/2008 às 14h30min.
Nada confuso pois não????????????

Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

Carta Aberta a José Sócrates Pela Regulamentação da PMA !

Parabéns!
È um inicio...tímido, mas é um inicio.
Depois de muitos direitos adquiridos terem sido surripiados pelo governo de V. Exa. aos trabalhadores por conta de outrem, nos quais me incluo, em nome de uma moralidade que os políticos fingem ter.
Pois é. Faço parte do grupo de casais inférteis que do seu magro vencimento se vai atolando em dívidas para tentar conceber! Já lá vão quase três anos de exames, tratamentos e técnicas reprodutivas, com cerca de 15000 € gastos sem qualquer proveito. Posso apresentar-lhe as facturas?
Tenho em princípio para Janeiro mais cerca de 8000 € para gastar numa FIV no Instituto Valenciano de Infertilidade em Lisboa, o Estado, comparticipa? (lol)

Seria óptimo que os Srs., tivessem noção da realidade, seria fantástico que descessem á terra e soubessem o que é estar horas a fio num hospital publico e ser mal atendido, andar de autocarro pelas esburacadas estradas da capital, comer uma mísera refeição(ás vezes em pé) e pagar 10 €, saber quanto custa ir ao supermercado, saber o que custa abastecer um automóvel.

Sr. Primeiro Ministro, deixo-lhe apenas os meus sinceros parabéns, pelo tímido começo com a PMA, mas digo-lhe que V. Exa. foi pouco ambiciosa, mas também não precisa de ser, pois a oposição que tem é uma nódoa, e como costumo dizer, tudo isto começou mal quando D. Afonso Henriques, bateu na Sra. sua Mãe.

Olhe, tenha vergonha e Feliz Natal, se não tiver consciência daquilo que tem feito.

E continue lá com a banda larga e afins....

Terça-feira, 27 de Novembro de 2007

27 de Novembro de 2007


Finalmente o dia ! A 2ª entrevista no nosso processo de adopção na SCML não passou de uma enorme sessão de preenchimento de papeis. Formulário para isto e para aquilo mas, tudo necessário visando o testar da nossa personalidade.
Começou tudo +/- a horas, com a simpatia costumeira...Dezembro é sinal de pausa (vai custar) em Janeiro há mais !!!!!!

Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007

E a FIV?


Tudo está pendente de análises!

Vamos fazer ou não ?

Vai correr bem !

Dia 27 - 2ª Etapa

Dia 27 estamos "convidados a participar" numa reunião na SCML - 2ª etapa do nosso plano de adopção.
Esperemos que tudo comece a horas ;)

Quinta-feira, 8 de Novembro de 2007

Bébés precisam-se em Portugal

Uma iniciativa da distrital de Leiria do partido no poder, que por aquele distrito, realiza um ciclo de conferências subordinado ao tema acima expresso.
No sábado passado, á noite, em Peniche realizou-se mais uma e eu e a Paula lá estivemos. Foi interessante, pois quase ninguém ouviu falar do tema da infertilidade e nem sensibilizado para isso está. Quando intervim e disse que somos cerca de 500.000 casais com esse problema e sem quaisquer apoios, o auditório literalmente virou-se para mim.
Considero, pois que é tempo de nos fazermos ouvir e para isso por exemplo participarmos nalguma destas reuniões / conferencias, onde até vai estar um ministro na sessão de encerramento.
Mais informações em :
http://www.apinfertilidade.org/ - fórum
http://www.psleiria.org/

Terça-feira, 30 de Outubro de 2007

Precisamos muito de ajuda


Amigos/amigas a API em Lisboa está a necessitar de ajuda administrativa com carácter de voluntariado. Vamos ajudar?!? Vamos crescer !!!!

Vamos reunir tropas e um dia deste reunir para saber em que podemos ajudar ok?!!!

Mais informações no forum da API.

Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

??????????????????????????????????????????????


Depois de um atendimento correctissimo á entrada, depois de uma "consulta" com o Dr. Sérgio, que nos pareceu de uma abordagem clarissima e correcta, onde tomamos várias decisões entre elas a de avançar para a FIV, chegámos á altura do orçamento para a dita cuja e eis que um monte de duvidas nos assaltou e que a Sra. que nos estava a dar o referido não nos soube explicar, quase perdendo as estribeiras connosco por várias vezes.

Saímos um pouco irritados com a questão e com a conclusão de que até nas maçãs mais vermelhas pode haver bicho.....

Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

FIV - será hoje a decisão?


Vamos hoje á IVI para uma consulta onde vamos mostrar uma panóplia de analises. Decidimos hoje se fazemos ou não a FIV !

Domingo, 14 de Outubro de 2007

Aleluia !!!

No dia 11/10/2007 lá fomos a SCML para a reunião com as técnicas que nos receberam a horas (ufa !!) e numa conversa quase informal tomaram muitas notas e que nos deixaram sempre á vontade. Foram 2h proveitosas com alguns nervos pelo meio, sempre e obviamente contidos. Estamos quase em Fevereiro, pelo meio ainda mais 3 encontros que certamente serão superados.
Está quase !

Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

Procura-se (2)???

Alguém ouviu falar da enorme pressão que a Associação Portuguesa de Infertilidade está a fazer junto das autoridades competentes para a publicação da Lei da Procriação Medicamente Assistida?
Eu também não !!!!!

Procura-se !!

Alguém ouviu falar da Lei da Procriação Medicamente Assistida??

Continua Lentinho... mas vai de carrinho...ou não...

Dia 11/10/2007 vamos (eu e a minha querida esposa) ser recebidos por sua Exa. (alguém da SCML) a fim de termos a 1ª entrevista oficial para o processo de adopção...ufa, estava difícil... e nós que queríamos entregar os papeis em Julho de 2007, só o conseguimos fazer em fins de Agosto...vai devagarinho...mas vai !!

Sexta-feira, 28 de Setembro de 2007

Campanhas publicitárias têm servido para desmistificar problema da infertilidade

As campanhas publicitárias de clínicas privadas para angariação de candidatos a doadores de gâmetas têm permitido desmistificar o tema da doação de espermatozóides e óvulos e da infertilidade, segundo o director de um desses locais.
Desde que fez a primeira campanha publicitária num jornal de distribuição gratuita, há cinco meses, uma clínica com sede em Lisboa foi contactada por cerca de 60 candidatos a doadores de gâmetas, o mesmo número de pessoas que respondeu nos primeiros cinco dias da segunda iniciativa, ainda a decorrer, segundo Sérgio Reis.
A clínica escolheu um jornal gratuito para atingir um público muito vasto e sem limites de classes sociais, porque estas campanhas pretendem veicular informação sobre a Procriação Medicamente Assistida (PMA), ou seja, sobre a ausência de gravidez espontânea, referiu o responsável à Lusa, lembrando que outras clínicas recorreram ao mesmo tipo de promoção.
«A informação que existia era muito incipiente e é fundamental uma sensibilização da sociedade para o caso dos casais que só encontram solução na PMA e na doação de gâmetas. O assunto está a tornar-se familiar e percebe-se quais são os riscos e o que é fantasioso e as pessoas estão muito receptivas», referiu o director do Instituto Valenciano de Fertilidade.
Em termos de resposta, houve um equilíbrio de géneros na primeira campanha, enquanto na segunda houve, até agora, mais contactos de mulheres.
«Habitualmente, os candidatos são pessoas próximas de outros candidatos ou de algum casal receptor que, por isso, estão mais sensibilizados e dispõem-se a ajudar pessoas que têm na PMA a única via para realizar o seu sonho [de serem pais]. Este é um processo que funciona por boca a boca», referiu.
Para doar óvulos é necessário ter entre os 18 e os 35 anos, no caso das mulheres, e entre 18 e 50 anos no caso dos homens. O processo inclui ainda um amplo conjunto de exames clínicos para detectar doenças genéticas individuais ou familiares de diagnóstico precoce.
Estes testes despistam ainda mutações no cromossoma que provoca a fibrose quística (que causa o funcionamento anormal das glândulas ao nível respiratório e digestivo) ou mutação no cromossoma X frágil, que é a maior causa genética de atraso mental.
Avaliação psicológica, despistagem de doenças infecciosas ou diagnóstico do funcionamento ginecológico são outros dos testes que os candidatos a doadores têm de realizar.
O responsável recusa qualquer relação comercial entre doadores e receptores e garante que os doadores têm de ser compensados, devido a desgaste físico, transporte ou até faltas ao trabalho.
«O altruísmo não pode chegar ao ponto de se gastar o próprio dinheiro», observou Sérgio Reis, referindo que a clínica paga 750 euros às mulheres doadoras e 100 euros aos homens.
Sobre o atraso na publicação da regulamentação da lei da Procriação Medicamente Assistida, o responsável refere que é uma situação «negativa para todos os que têm vínculo em termos de fertilidade».
«A lei geral é óptima, mas é necessária a regulamentação para definir pormenores de funcionamento», lembrou.
Entre outros aspectos, Sérgio Reis espera ver na regulamentação da lei da PMA a definição dos parâmetros de qualidade das clínicas, nomeadamente ao nível das infra-estruturas, assim como a definição do tipo de formação do pessoal, do material usado e uma tabela de compensações a doadores.

In Destak Online

Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

Infertilidade feminina na primeira pessoa (pintora e escritora mexicana Carmen Martínez Jover)

Comprometida com o problema da infertilidade feminina, que afecta 15% a 20% da população portuguesa em idade reprodutiva, a pintora e escritora mexicana Carmen Martínez Jover vai estar em Portugal, no próximo dia 24 de Setembro, pelas 19 horas, a convite do Instituto Valenciano de Infertilidade IVI, para contar a sua experiência e ajudar as mulheres que têm problemas de infertilidade.A campanha de Carmen Martinéz Jover em prol das mulheres inférteis iniciou-se quando lhe foi diagnosticada a incapacidade de ter filhos biológicos. O processo de exteriorização de sentimentos assinalou-se com a publicação de um livro e um conto infantil, que explica o processo de doação de óvulos. Lisboa é a primeira cidade a receber a escritora e pintora mexicana que depois segue para Madrid, Bilbao e Sevilha.“Em todo os mundo as emoções das mulheres que não podem ter filhos são semelhantes. (…) espero que ao ouvirem a minha história não passem por igual desgaste emocional. (…) Quando se tem conhecimento é mais fácil tomar decisões…”, refere a escritora e pintora , Carmen Martinéz Jover.A infertilidade é a incapacidade de conceber um filho após um ano de relações sexuais não protegidas (6 meses se a mulher tem mais de 35 anos) ou a incapacidade de manter a gravidez até o termo. É uma doença que atinge 15 a 20 % da população portuguesa em idade reprodutiva, segundo dados da Associação Portuguesa de Infertilidade (API).Fundado em Valência em 1990, o Grupo IVI surge como a primeira clínica de Espanha dedicada integralmente à reprodução humana. Conta com 700 profissionais a nível mundial, que actuam nas áreas de andrologia, embriologia, endocrinologia e ginecologia. Além de Lisboa e Valência, o IVI tem centros em Alicante, Almeria, Barcelona, Bilbao, Castellón, Madrid, Murcia, Sevilha, Vigo, México e Santiago do Chile.

Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007

O Ministério da Saúde quer diminuir o número de gémeos que nasce através das técnicas de reprodução medicamente assistidas.

A garantia que os partos de gémeos em Portugal vão ser reduzidos foi dada pelo director-geral de Saúde. Em entrevista ao CM, Francisco George afirmou que o País tem de “diminuir a taxa das gravidezes gemilares, designadamente dos trigémeos, porque as crianças que nascem são de muito baixo peso e de alto risco e muitas não conseguem sobreviver”.

Segundo o responsável, as técnicas de procriação medicamente assistida “não podem induzir as gravidezes gemilares que depois põem em risco os bebés”.

A decisão deve-se sobretudo a questões ligadas à mortalidade infantil. “Não é saudável para as mães verem morrer um filho”, salientou.

O obstetra Vicente Pinto, antigo director da Maternidade Alfredo da Costa, considera meritória a redução dos partos gemilares, devido ao risco que representa para o bebé a prematuridade do nascimento.

O especialista explica porque nasceram tantos gémeos através das técnicas de inseminação artificial e como é possível reduzir esses partos: “Durante muitos anos utilizou-se o método de introduzir mais que um embrião, numa tentativa de aumentar a taxa de sucesso da gravidez, para que fosse viável. Como resultado obtinha-se uma gravidez pluri-fetal, ou gemilar, e foi deste modo que nasciam gémeos”. Mas nos últimos anos houve um grande desenvolvimento das técnicas de inseminação artificial e hoje é possível uma gravidez através da introdução de um único embrião. “A maioria dos partos de gémeos são prematuros, o que obriga a ficarem internados longos períodos nas unidades de cuidados intensivos, até completar a formação dos órgãos, com insuficiência respiratória e outros problemas.”

Apesar de os internamentos representarem elevados custos para o Estado, aquele especialista não acredita que a contenção de custos seja um dos objectivos do Ministério da Saúde.

TAXA DE PARTOS NÃO SATISFAZ

Se, por um lado, o Ministério da Saúde quer diminuir o número de gémeos nascidos através da reprodução medicamente assistida, por outro lado quer aumentar o número de crianças nascidas através das técnicas de fertilização, ou seja, um maior número de partos individuais. Segundo Francisco George, director-geral da Saúde, actualmente os nascimentos em Portugal conseguidos através da ciência oscilam entre os 800 e os mil por ano, o que equivale a uma taxa inferior a um por cento do conjunto total de partos. “A taxa de nascimentos medicamente assistidos é baixa, não é satisfatória e vamos poder triplicar ou quadruplicar esse número”. Aquele responsável acredita que pode aumentar a procura dos serviços por parte dos casais inférteis, se a comparticipação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) aumentar.

O ministro da saúde, Correia de Campos, admitiu recentemente que a comparticipação do SNS aos tratamentos da infertilidade podem chegar aos 50 por cento, o que implicaria uma despesa do Estado em cerca de 24 milhões de euros. Contudo, não são conhecidas ainda decisões ministeriais.

in CM - ONLINE

Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007

Será do Guaraná ?

Sexta - Feira dia 24/08/2007, fomos á Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e formalizar finalmente o nosso processo de candidatura a Casal Adoptante. Digo finalmente, pois desde o dia 17/07/2007 que andávamos para o fazer, mas graças á pouca disponibilidade das Sras. Dr as. da referida instituição (férias e afins- será que as crianças a adoptar também têm férias de instituição ou até maus tratos?) só agora foi possível.
Entrevista marcada paras as 09.30h, chegámos ás 09.15h e fomos atendidos eram 10h ! Estranho? Coincidência? Pé esquerdo a funcionar? Enfim, uma série de confusões, que colmataram no final feliz que foi a entrega dos formulários.
Só uma questão final. Se em todo o país é a Segurança Social, que tutela este serviço, porquê em Lisboa ser a Santa Casa? Será do Guaraná?

Terça-feira, 21 de Agosto de 2007

Lei da PMA - 33 anos de atraso ! E aínda não está conforme ........

O Ministério da Saúde já concluiu e aprovou a regulamentação da lei sobre Procriação Medicamente Assistida (PMA), disse ontem à Lusa o autor da lei, o deputado socialista Manuel Pizarro.
"Há uma portaria de regulamentação que está aprovada pelo ministro. Já vi a versão final, mas não tenho a certeza se já foi publicada ou não em Diário da República", referiu Manuel Pizarro.Fonte do Ministério da Saúde confirmou à Lusa que a legislação está pronta e que será "publicada em breve", não tendo porém avançado com uma data para a publicação.A primeira legislação portuguesa sobre esta matéria foi aprovada em 25 de Maio de 2006 com os votos favoráveis do PS, PCP e BE e de oito deputados do PSD, e os votos contra da bancada do CDS-PP e da maioria dos deputados social-democratas.A lei sobre PMA foi publicada em Diário da República há um ano, em 26 de Julho de 2006, determinando que deveria ser regulamentada no prazo de três meses.Manuel Pizarro reconheceu que a lei demorou muito tempo a ser regulamentada, atribuindo o atraso, fundamentalmente, às dúvidas levantadas pela Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) e à conveniência de a regulamentação ser analisada previamente pela Comissão Nacional sobre PMA, que apenas tomou posse há cerca de dois meses."A regulamentação envolvia matéria muito delicada do ponto de vista da protecção de dados", salientou o deputado, que também é médico, acrescentando que a versão final já foi aprovada pela CNPD.Das alterações introduzidas, Manuel Pizarro destacou o local onde os dados são arquivados, que passa a ser nacional, e o período "muito longo, 75 anos", de preservação das informações genéticas."Há que esperar que ainda em 2007 ou, seguramente, em 2008 haverá novas respostas para quem sofre de infertilidade, que é reconhecida como doença pela Organização Mundial de Saúde", salientou o autor da lei.Manuel Pizarro referiu que agora a sua preocupação é "aumentar o número de centros públicos" a que as pessoas inférteis poderão recorrer e encontrar forma de o Estado comparticipar os tratamentos da infertilidade, que envolvem "custos mito elevados".Segundo o deputado, a rede de centros públicos preparados para PMA "é manifestamente insuficiente no Sul" e razoável no litoral Norte (hospitais de S. João, Santo António e de Guimarães e Maternidade de Gaia)."Tem de haver mais apoio do Estado às pessoas que recorrem aos centros públicos", defendeu Manuel Pizarro, salientando que os tratamentos custam "à volta de mil euros por ciclo", pelo que deveriam ser comparticipados.O médico realçou que muitos casais precisam de "dois ou três ciclos" para conseguirem a PMA, cuja taxa de sucesso ronda os "20 a 30%", dependendo da técnica utilizada.Manuel Pizarro salientou que "há um terceiro plano mais complexo" que deve ser discutido, dado que "as seguradoras portuguesas estão a excluir as técnicas de PMA" dos seguros de saúde, "apesar de a infertilidade ser uma doença"."Há alguns países que já obrigam as seguradoras a incluir os tratamentos para PMA", referiu, notando que, contudo, os prémios de seguro podem subir consideravelmente com a inclusão desta nova cobertura.A lei da PMA destina-se a casais de sexo diferente, maiores de 18 anos, e contempla técnicas como a doação de espermatozóides, ovócitos e embriões de dadores anónimos.No novo enquadramento legal, são proibidas a clonagem reprodutiva e o acesso a estas técnicas para melhorar características não médicas do nascituro, como a escolha do sexo, proibidas a maternidade de substituição e a criação de embriões "com o objectivo deliberado da sua utilização na investigação científica".Contudo, o novo texto define como "lícita" a "investigação científica em embriões com o objectivo de prevenção, diagnóstico ou terapia em embriões, de aperfeiçoamento das técnicas de PMA".

Segunda-feira, 20 de Agosto de 2007

O Silêncio dos Inocentes

Pela primeira vez em Portugal realizou-se um estudo que combina os saberes da medicina, com a geografia e a sociologia. A pressão social faz da infertilidade um problema vivido a dois, em silêncio e sofrimento.

Os avanços das técnicas da reprodução medicamente assistida fazem-nos abrir os olhos de espanto e receio, na antevisão de um maravilhoso mundo novo, que está para lá do nosso entendimento. Mas esta não é mais do que uma realidade paralela, que coabita, sem lhe tocar, com a outra face da infertilidade: silêncio, sofrimento, mistificações e desigualdades tecem a vida dos casais inférteis.Quantos casais inférteis há em Portugal, qual a incidência das infecções sexualmente transmissíveis, que níveis de sucesso apresentam as clínicas de reprodução medicamente assistida? Não há, no país, respostas concretas para qualquer uma destas questões.

Pela primeira vez em Portugal foi realizado um trabalho de investigação multidisciplinar, que junta uma socióloga (Helena Machado) e uma geógrafa (Paula Remoaldo - coordenadora do Projecto) da Universidade do Minho e três médicos do Hospital da Senhora da Oliveira. O tema foi, assim, tratado não só à luz dos olhos da medicina, mas também das ciências sociais. 1129 casais sem filhosO estudo "A caracterização da infertlidade no concelho de Guimarães (Noroeste de Portugal)", financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, decorreu entre Maio de 2004 e Outubro de 2005. Numa primeira fase, recolheram-se dados dos assentos de casamento e dos assentos de nascimento existentes na Conservatória de Registo Civil de Guimarães, entre 1995 e 1998. Constituiu-se, assim, uma base de dados, identificando 1 129 casais sem filhos, após cinco anos de casamento. Destes, 122 já tinham filhos, mas haviam sido registados noutra conservatória, e em cinco casos a mulher estava grávida, informação que foi obtida através de carta enviada aos 1 129 casais.A segunda parte do trabalho consistiu na aplicação de uma entrevista semi-estruturada aos trinta dos casais que aceitaram o convite para serem entrevistados. Como afirmam as professoras e investigadoras Paula Remoaldo e Helena Machado, "o facto de a infertilidade ser sobretudo encarada como uma questão médica, que cabe aos profissionais de saúde ajudar a ultrapassar com base nos mais recentes avanços tecnológicos da medicina, tem de certo modo relegado para segundo plano os eventuais contributos das ciências sociais na compreensão e caracterização deste fenómeno". Ora, o estudo vem demonstrar, afinal, que os factores sociais e geográficos influenciam os contornos da infertilidade. Como? Através da maior ou menor pressão social exercida sobre o casal, pelo acesso mais ou menos privilegiado que estes têm a consultas de planeamento familiar e fertilidade (a maioria dos cuidados de saúde especializados estão localizados nos grandes centros urbanos) e pelo lado escondido da infertilidade, que os torna elementos desajustados de um modelo social estruturado para famílias com filhos biológicos.Não é fácil determinar causas específicas para a infertilidade.


Em Portugal, é claro um recuo da taxa de natalidade no período após a revolução de Abril de 1974. Os casais passaram a estudar até mais tarde, a atrasar a idade do casamento e a atirar para um futuro próximo a paternidade. Resultado: muitas mulheres decidiram ter o primeiro filho quando o ciclo da fertilidade começa a baixar, aos 31 anos. Mas há outros factores associados. Por exemplo, o início precoce da actividade sexual e o aumento potencial, em consequência, das situações de infecções sexualmente transmissíveis, que são uma das causas possíveis da infertilidade.

Nas mulheres, são vários os possíveis motivos da infertilidade: a ausência de ovulação, as disfunções hormonais, os tumores nos ovários, a obstrução nas trompas, as alterações no muco cervical e a existência de tecido uterino na cavidade cervical. Nos homens, as causas clínicas situam-se ao nível da produção de espermatozóides, originados por factores genéticos, hormonais e ambientais. Está provado, por exemplo, que profissões que inflacionam a temperatura dos testículos (motoristas, padeiros, actividades sedentárias) podem causar essa alteração na produção dos espermatozóides.Infertilidade é algo que se ocultaNas trinta entrevistas realizadas, Paula Remoaldo e Helena Machado foram palmilhando o quotidiano dos casais. "A infertilidade é algo de que não se fala, que se dissimula e oculta. Sofre-se em silêncio, carregando o peso de um estigma que apenas se partilha com amigos e familiares mais próximos (que nem sempre apoiam os casais inférteis como estes esperavam e desejavam) ou com o profissional de saúde, no contexto da consulta de infertilidade", concluíram. Mais de metade das mulheres referenciaram o impacto social da infertilidade, assim como a "insensibilidade" de familiares e amigos perante o facto. Os estragos registam-se na vida privada, como na profissional. Muitas das entrevistadas confessaram não dizer à entidade patronal que precisam de faltar porque vão a uma consulta de infertilidade, por lhes faltar coragem para admitir que não ter filhos é uma fatalidade e não uma opção. Mas antes de esbarrar com todos estes obstáculos, o casal pode, em primeiro lugar, ver-se encurralado em si próprio. "É nítida a informação incompleta que possuem algumas mulheres sobre o conceito de infertilidade, pois não se identificam como inférteis pelo facto de já terem estado grávidas e de já terem ‘alcançado'", afirmam as investigadoras. Tanto mais que, por vezes, as crenças e os saberes passados de geração em geração parecem ser dominantes sobre os saberes dos profissionais de saúde.Na espiral do desconforto, juntam-se as queixas sobre o apoio médico. Sete dos casais entrevistados mostram-se decepcionados com a informação médica existente e os cuidados de saúde. E a angústia poderá ir aumentando a par com o esforço empregue no objectivo de ter filhos biológicos. "Com pequenas variações individuais, a tónica dominante é de grande sofrimento e de grande investimento emocional em torno dos tratamentos de infertilidade", declaram Paula Remoaldo e Helena Machado. Como, aliás, prova o testemunho de uma mulher de 34 anos, entrevistada: "Foi o processo em si que me desgastou, e que me fragilizou... e que me mudou de certa forma um bocado a personalidade e o carácter. Porque, confesso-lhe, eu achava que resolvia tudo... há problemas ao longo da nossa vida que nós vamos ultrapassando e disse: não, eu dou a volta, eu consigo... Isto é um problema, que eu nem consegui, nem dei a volta há seis anos, o que nos vai fragilizando e vai mudando o carácter"."Sentimo-nos excluídos"Ao fim de cinco ou mais anos sem filhos, os mais insignificantes actos sociais do dia-a-dia podem ser personificações do constrangimento, como revelam as entrevistas realizadas. "Sinto-me muitas vezes excluída e posta de lado pelo facto de não ter filhos (...). Por exemplo, no Natal há troca de prendas e nós damos a todas as crianças mas os adultos não nos dão a nós. Ao ponto de nós dizermos: nós vamos lá fazer o quê? Ver os outros felizes? Nós não vamos lá fazer nada. Nestes pequenos momentos sentimo-nos excluídos. (...) Mas não só na família, também na sociedade", relatou uma entrevistada, de 29 anos. "(...) uma cunhada minha disse-me que podíamos ter mais tema de conversa se tivesse um filho. Às vezes [ela] conversa sobre coisas banais, sobre o facto de ter um filho e eu não consigo compreendê-la porque, pronto, não sou mãe...", afirmou outra.As entrevistas recolhidas vêm reforçar a ideia de que um dos aspectos mais penosos da infertilidade poderá mesmo ser a pressão social exercida, de forma mais ou menos inconsciente, pelo círculo de familiares, amigos e conhecidos e, também, pelo casal. E, neste aspecto, as investigadoras chegaram à conclusão que a mulher se sente mais pressionada do que o homem. "A pressão social para ter filhos é particularmente incidente na mulher, entendendo-se que estas apresentam um impulso biológico para a reprodução, sendo que as mulheres que negam esta tendência ou aquelas que não conseguem conceber são entendidas como desviantes em relação ao que é socialmente esperado", declaram.As estimativas a nível mundial apontam para a existência de uma taxa de 10% a 15% de casais inférteis, ou seja, sem filhos biológicos após um ano de relações sexuais continuadas e desprotegidas. Estima-se para Portugal uma média similar, não havendo dados completos a nível nacional.

O estudo agora realizado, contudo, aponta para valores ligeiramente acima destas estimativas, já que foram avaliados, no concelho de Guimarães, 18% de casais inférteis. A investigação será publicada em livro ainda este ano, estando pendente o financiamento para se avançar para um trabalho a nível nacional, que contará com estas duas investigadoras e com a intervenção do presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, o professor doutor João Silva Carvalho.


in Educare.pt

Quinta-feira, 2 de Agosto de 2007

Participação precisa-se !

Somos 500 000 casais estimados em Portugal, como "portadores" de infertilidade. Somos cidadãos de pleno direito, conforme consagra a Constituição da Republica Portuguesa no seu artº4º sujeitos a direitos e deveres consagrados no referido documento no seu artº 12º.
Não somos tratados de acordo com o principio da igualdade consagrado no artº13º alinea 1, pois não temos acesso a cuidados de saúde assegurados pelo Estado, de modo eficaz (timing), tendo que recorrer a cuidados de saúde privados desregulados legalmente, vingando naturalmente a lei do mais forte (quem tem dinheiro) e com as seguradoras literalmente a tomarem decisões de discriminação completa.
Não conseguimos constituir plena família por faltar sempre (apesar das inúmeras tentativas) uma criança conforme consagra o artº 36º alinea 1.
Falta-nos o cumprimento do artº 64º alinea 2/a, pois o acesso á nossa saude não é universal nem geral, desrespeitando as nossas condições económicas e sociais e não é de forma alguma gratuita.
No mesmo artigo e na alinea 3/a, não nos é garantido o acesso , independentemente da nossa condição económica, aos cuidados da medicina preventiva, curativa e de reabilitação.
O Estado está em falta connosco quando não orienta a sua acção para a socialização dos custos dos cuidados médicos e medicamentosos, conforme consagra a alinea 3/c do artº 64.
O Estado não disciplina nem fiscaliza as formas empresariais e privadas da medicina, não as articulando com o serviço nacional de saúde, por forma a assegurar, nas instituições de saúde públicas e privadas, adequados padrões de eficiência e de qualidade conforme a alinea 3/d do artº 64
O Estado falha quando não assegura a família, como elemento fundamental da sociedade, não assegurando o direito à protecção da sociedade e à efectivação de todas as condições que permitam a realização pessoal dos seus membros. conforme consagra o artº 67º alinea 1
O Estado, não garante, no respeito da liberdade individual, o direito ao planeamento familiar, não promovendo a informação e o acesso aos métodos e aos meios que o assegurem, e organizar as estruturas jurídicas e técnicas que permitam o exercício de uma maternidade e paternidade conscientes
O Estado não define nem executa uma política de família com carácter global e integrado
O Estado não assegura maternidade e a paternidade como constituintes de valores sociais eminentes.
Todos estes pontos são constituintes de violações continuas á legalidade consagrada na Constituição da Republica Portuguesa, e que nós Inférteis, temos o dever de chamar á atenção da opinião publica através de mass media, figuras publicas, entidades intervenientes na sociedade, que existimos e que precisamos de ajuda factual e não de meras intenções de legislar. Precisamos de nos mexer, mostrar que não somos Inférteis por capricho e que este país está em falta para connosco.

Domingo, 15 de Julho de 2007

Quinta-feira, 12 de Julho de 2007

Infertilidade Ideopática



Infertilidade Ideopática
Lutando contra moinhos de vento... é assim que vivo a minha infertilidade sem causa!

E é tambem assim que me sinto ao lutar pela regulamentação da Lei da Procriação Médicamente Assistida.

O Governo deste país desconhece o drama da saude reprodutiva dos Portugueses e dá prioridade máxima ao aborto relevando para segundo plano a Regulamentação da LEI da Procriação Médicamente Assistida.

Uma mão cheia de nada

Foi com enorme satisfação que, a 11 de Julho de 2006, vimos finalmente publicada em Diário da República a Lei da PMA, colmatando, pensamos na altura, um vazio legal de mais de duas décadas.Acreditamos que Portugal estava finalmente interessado em dar resposta a todos quanto sofrem de infertilidade. Hoje, decorrido um ano, continuamos afinal como até então, com uma mão cheia de "nada".O período para a regulamentação da lei terminou em Janeiro de 2007 e, no entanto, todos quanto sofrem de infertilidade continuam sem respostas quanto ao acesso, à creditação ou financiamento da procriação medicamente assistida.Não compreendemos que as mesmas instituições que publicamente demonstram as suas preocupações com o envelhecimento da população e com a necessidade de incentivar o aumento da natalidade, não se mobilizem para resolver um problema que afecta um número crescente de casais portugueses, negando-lhes o direito à sua saúde reprodutiva.Sendo uma matéria votada há mais de um ano, não podemos aceitar que a lei da PMA continue na gaveta, abandonando os milhares de portugueses que vivem problemas de fertilidade. A infertilidade continua a ser tratada como uma preocupação menor, quando na realidade já são mais de 500.000 os portugueses afectados. Serão estes cidadãos de segunda, que não merecem também que a sua saúde seja salvaguardada por aqueles que elegeram para serem seus governantes?É com grande pesar que constatamos que a suposta vontade política demonstrada há um ano atrás para que finalmente fossem criadas condições que aliviassem um pouco o pesado fardo que carregam os casais inférteis, não passou pelos vistos de areia atirada aos olhos de todos aqueles que acreditaram que tal fosse possível.

Sábado, 2 de Junho de 2007

O sonho de ter um filho - in Saude Sapo.pt

Para muitos casais, ter um filho é isso mesmo: um sonho. A infertilidade atinge cerca de um milhão e meio de portugueses e apesar das técnicas de procriação medicamente assistida é longo e doloroso o caminho da felicidade. Em Portugal, surge anualmente cerca de 9.000 novos casais inférteis, que se vão juntar aos muitos milhares já existentes – estima-se que correspondam a 15% da população, ou seja, milhão e meio de pessoas. Em todo o mundo, e segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde, há 80 milhões de pessoas que perseguem o mesmo sonho. Recorrendo às várias terapêuticas médicas e cirúrgicas para os vários factores relacionados com a infertilidade, sessenta por cento destes casais conseguem concretizar o seu sonho.Mas há outros que, apesar de todo o conjunto de exames e de terapêuticas ao seu dispor no nosso país, não concretizam esse mesmo sonho, o de levar um bebé para casa.Múltiplos factores podem estar subjacentes à dificuldade em engravidar, sem que se esteja necessariamente perante um quadro de infertilidade. Quando então se pode em infertilidade e quando deve o casal procurar um especialista? Médicos e cientistas chegaram a uma definição que é universalmente aceite: assim, infertilidade define-se como a impossibilidade de engravidar após 12 meses de relações sexuais regulares sem recorrer a qualquer método anticoncepcional. Este é apenas o primeiro ano a sonhar – e a tentar – ter um filho. Mas volvido este ano, e já na presença de um especialista, começa uma verdadeira odisseia, a dos exames e testes que permitirão diagnosticar a infertilidade e respectivas causas. Contudo, esta não é apenas uma missão médica já que, depois de identificadas as razões óbvias que impedem a gravidez, cabe ao casal fazer a sua própria avaliação: a dos sentimentos, a da importância que um filho efectivamente tem, a ponderação dos procedimentos seguintes, do seu impacto económico e do impacto que terão na sua vida enquanto casal.Não basta querer ter um filho, médico e casal têm de pôr todas as cartas na mesa, abrir o baralho das emoções, avaliar mesmo até que ponto o casal conseguirá sobreviver às várias tentativas e frustrações para vencer a infertilidade. É – não há que escondê-lo – uma prova dura.

Infertilidade em Portugal - in Saude no Sapo.pt

Os dados não são nada animadores. Em Portugal, estima-se que haja 500 mil casais inférteis, o que significa que existe um milhão de pessoas que não conseguem ter filhos.
Nem mais nem menos do que 10% da população. E a tendência é ainda para aumentar mais. «É uma verdadeira doença que se encontra em ascensão de frequência», alerta o Prof. João Silva Carvalho, da Faculdade de Medicina do Porto, referindo que os cálculos são de dez mil novos casos por ano. Isso significa que a incidência da infertilidade andará por volta dos 10 a 15%, o mesmo que a média europeia.
Os factores, ao contrário do que se pensava há algum tempo, não são só femininos, mas também pertence aos homens. Hoje em dia, as razões tanto se devem a problemas masculinos como femininos. São problemas do casal.Para o homem as coisas parecem ser mais simples. Devido a alterações ambientais, regras alimentares, profissões, consumo de tabaco, de álcool, cada vez existem mais homens com espermatozóides de «má qualidade». Um factor em que a idade não tem influência significativa. Nas mulheres, a principal razão para a sua esterilidade é o avanço da idade em que têm o primeiro filho. «Se até aos 35 anos a probabilidade da mulher engravidar em cada mês é de 20 a 25%, a partir dos 35 isso começa a baixar brutalmente em cada período, de tal maneira que aos 38/39 anos a probabilidade é de 10%», diz João Silva Carvalho.
As razões para a esterilidade feminina também podem passar por algumas doenças sexualmente transmissíveis ou outras patologias do aparelho genital da mulher. Há, no entanto, algumas soluções para estes problemas nas mulheres. Aliás, existem variadíssimos meios de tratamento, que podem ir desde a cirurgia até à fecundação «in vitro com ou sem microinjecção de espermatozóides».
O problema é que muitos destes tratamentos são demasiado caros e ainda não são devidamente comparticipados pelo Estado. Para João Silva Carvalho, o apoio aos casos inférteis tem de passar por dois vectores: por um lado, deveriam existir maiores incentivos para os casais terem filhos mais cedo, como benefícios fiscais, mais facilidades na compra de habitação, etc.; por outro lado, as técnicas e medicamentos para tratar a esterilidade deverão ser mais comparticipados pelo Estado, de modo a ser menos oneroso para o casal.

Terça-feira, 29 de Maio de 2007

Um alerta médico - Dr. Pedro Sá e Melo » Infertilidade: um obstáculo à felicidade familiar

A infertilidade é uma realidade presente no nosso país. Trata-se de uma doença que afecta um grande número da população portuguesa e da qual poucos estão conscientes ou devidamente informados. Muitas são as questões que se levantam relativamente a este tema: “Quais os sintomas?”, “Quando devo procurar ajuda?”, “Qual o primeiro passo a tomar para a resolução do problema?”, “Quais os efeitos secundários?”, “Há riscos?”…


O casal que não esteja de completo bem-estar familiar ou pessoal, ou seja, que não esteja bem de saúde, deve então procurar ajuda profissional. Ao fim de 12 meses de insucesso na concretização de uma gravidez o casal deverá ponderar sobre as causas que levam a esse insucesso.

Segundo o Dr. Pedro Sá e Melo, obstetra e especialista em infertilidade/inseminação artificial, devemos procurar 2 factores significativos: a qualidade e quantidade de espermatozóides do homem (sendo este o primeiro passo), e na mulher, verificar os aspectos relativos aos ovários (como estão a ser os ciclos menstruais ou se há alguma irregularidade) e a permeabilidade ou impermeabilidade das trompas.

«Todas estas questões são postas de uma forma clara e são avaliadas, em termos de observação e informação clínica, com elementos de análise (por exemplo ecografias), e, por último, a verificação da permeabilidade das trompas», afirmou o Dr. Sá e Melo explicando ainda que «as trompas estão permeáveis, permitindo que, após as relações sexuais, os espermatozóides progridam e permaneçam nas trompas até os ovários libertarem o óvulo, para este poder ser fecundado». Para que tal aconteça é necessário saber até que ponto as trompas estão permeáveis.



Um factor importante

Uma questão relevante, e que muitos casais esquecem, diz respeito ao peso psicológico que este problema acarreta. É certo que o dia-a-dia da pessoa, a rotina, o estado emocional de cada um, influencia o processo de fertilidade. O problema é saber quanto é que isso é importante para o progresso do casal. Este caso põe-se quando o casal, tendo tudo a seu favor para que o processo de procriação seja um sucesso, ou seja, que o homem possui espermatozóides de boa qualidade e em abundância e que a mulher tem trompas permeáveis e os seus ciclos menstruais são regulares, então, nesta situação, há que valorizar a condição psicológica.

Mas não é só nesta fase inicial do processo que se deve ter em atenção este factor. O Dr. Pedro Sá e Melo aconselha o acompanhamento especializado no que concerne à infertilidade e afirma que considera «o problema psicológico um problema real. Se existe esse problema real, este deve ter um acompanhamento diferenciado por um psicólogo que tenha experiência no campo».

Segundo a sua experiência, nas questões mais definitivas do casal, em que a mulher não tem óvulos capazes de serem fecundados ou o homem não tem espermatozóides activos, então, se esse casal quiser ter uma criança, só há uma possibilidade: obter um dador. «Nestes casos em que se interpõe um dador fazemos questão que o casal seja avaliado psicologicamente», adverte.

O facto de o casal poder trabalhar o sim ou o não desta questão com uma pessoa qualificada que analisa com ele os prós e os contras da sua decisão em função de fazer ou não fazer, em função do sucesso ou insucesso, em função de dizer ou não e como dizer à criança nascida, são questões que devem ser previamente abordadas e estudadas pelo casal, no sentido de, quando os problemas surgirem já haverá resposta para eles. Assim, o casal terá fácil solução, que ambos trabalharam, no sentido de estar à vontade quando essas questões forem abordadas.



Tratamentos

Existem vários tratamentos para a infertilidade, adequados a cada tipo de caso. Nenhum é mais comum que o outro.



Tratamento de Hormonas

É usado quando a infertilidade for o resultado da imaturidade dos óvulos ou de dificuldades na ovulação. Trata-se de uma estimulação hormonal.


Inseminação artificial

Neste caso, há uma selecção de espermatozóides, na qual só os melhores vão ser injectados para a fecundação dos óvulos que se vai dar de forma biologicamente natural nas trompas.


Fertilização in vitro

Este método requer que os óvulos sejam extraídos do ovário, após estimulação hormonal, e são fertilizados no laboratório. Uma vez fecundado, o óvulo será transferido para o útero da mulher.


Microfertilização ou microinjecção

Quando existe um problema mais significativo por parte do homem, e porque há um receio de que as condições in vitro habituais na proveta possam não acontecer, a proposta é de microinjectar um único espermatozóide em cada um dos óvulos. Desta forma, é garantida a fecundação do óvulo.


Criopreservação ou congelamento de embriões e esperma

Este método pode ser usado se durante o tratamento se obtiverem vários embriões viáveis que poderão ser congelados para serem posteriormente transferidos para o útero. Este tratamento possibilita o aumento de êxito dos tratamentos iniciais e pode ainda ser usado para a preservação de espermatozóides de uso futuro.

Todas estas variantes laboratoriais pressupõem estimulação ovárica, pulsão dos ovários com colheita de óvulos e inseminação artificial dentro do laboratório, no sentido de obter a fecundação desses óvulos.



Riscos

«Não há nada em vida que não seja feita com risco. Viver é um risco», afirma Dr. Pedro Sá e Melo. O primeiro risco que o casal corre é o de o tratamento não ter sucesso. «Riscos específicos da saúde da mulher ou do homem não são mais do que aqueles que são esperados».

Muitos dos tratamentos são à base de comprimidos e injecções para estimulação e funcionamento dos ovários. Um dos riscos é de que esse funcionamento seja exagerado. «Além de ser um risco, acaba também por oferecer ao casal mais hipóteses de poder ter um filho», esclarece o obstetra.

Todos os casais desejam ter UM filho e quando o casal faz um destes tratamentos corre o risco de ter uma gravidez múltipla. «O que nós gostaríamos era de poder proporcionar ao casal um filho tantas as vezes as que o casal quiser. Porquê? Porque no aspecto humano é essa a regra (ter um filho de cada vez)». O casal desejoso de ter um filho, quando obtém sucesso no tratamento, se recebe a notícia de que vai ter gémeos, genericamente aceita bem. «O que já não aceita tão bem é nos casos de trigémeos ou mais». A estimulação dos ovários cria alguns riscos de gravidez múltipla e «por isso tentamos eliminar essa hipótese».



Mito: a pílula

Muitas jovens pensam que tomar a pílula regularmente e durante muitos anos pode vir a causar problemas de infertilidade. O Dr. Pedro Sá e Melo esclarece que esta afirmação não passa de um mito: «não há nenhuma relação entre a utilização de anovulatórios e a infertilidade».

Isso também se aplica à suposição feita há alguns anos atrás de que se a mulher tomasse a pílula durante 2 ou 3 meses seguidos que esta ficaria superfértil. «É completamente falso», adverte. A pílula, portanto, nem condiciona a fertilização como também não a melhora. Este contraceptivo faz, pura e simplesmente, aquilo que deve fazer: controlar a sua biologia condicionando a sua contracepção. Não obtém um processo biológico de infertilidade.



Risco para a infertilidade

A interrupção involuntária da gravidez pode trazer riscos de infertilidade ou de difícil fecundação numa próxima tentativa de gravidez. Tudo depende do método de interrupção da mesma. Se houver métodos terapêuticos que utilizem comprimidos, que accionem hormonas, que actuem sobre o útero, que desencadeiem contracções e expulsem o conteúdo, o risco será mais baixo do que se, pelo contrário, fizer uma técnica de dilatação do cólon com raspagem do útero. «Porque enquanto que na primeira hipótese a própria contractilidade do útero expulsou o conteúdo, ou seja, não houve a intervenção de bactérias e risco de infecção ascendente, nomeadamente para as trompas, na segunda, além de se recorrer à intervenção cirúrgica da vagina para o útero, correndo o risco de levar bactérias que existem normalmente na vagina, mas que não existem dentro do útero, corre-se o risco de ficar com pequenas cicatrizes anómalas que podem criar uma inadaptação da cavidade uterina para receber embriões».

O risco existe, embora dependa da técnica usada, depende do tempo da gravidez e depende do método usado para esvaziar o útero. Quanto mais precoce for a gravidez interrompida menos provável será o risco de sucesso. Ou seja, quanto mais tardia for a interrupção mais riscos haverá numa segunda ou futura gravidez.

A solução para minimizar o problema da infertilidade está em «convencer os casais a terem filhos mais cedo», alerta o Dr. Sá e Melo, afirmando ainda que «o que acontece em contraponto a esta situação são as carreiras profissionais». É um facto que os portugueses, hoje em dia, dão mais importância à carreira profissional e por isso mesmo têm filhos mais tardiamente. Este dado poderá fazer com que a taxa de infertilidade progrida, no nosso país.

«A idade do primeiro filho, em Portugal, aumentou extraordinariamente». Este retardar do primeiro filho naturalmente que criou uma situação de diminuição da probabilidade de conseguir uma gravidez.

A questão fulcral está na idade da mulher: dez anos antes da sua menopausa, esta já terá graves dificuldades de resposta dos ovários. O problema é saber quando se dá a menopausa numa determinada mulher.

Há uma diferença biológica muito importante entre a mulher e o homem. Enquanto que no homem, a todos os segundos está uma célula a desenvolver-se para produzir espermatozóides, na mulher o número máximo de óvulos disponível é obtido quando esta ainda estava dentro da mãe, naqueles que seriam os ovários do feto feminino, ou seja, cerca de 7 a 8 milhões. Quando a “mulher” nasce, já só tem ¼ daquilo que tinha inicialmente (2 milhões). Mais tarde, na puberdade, quando se dá a primeira menstruação, já só tem 300 a 400 mil para gastar nos 300 a 400 ciclos menstruais. Ou seja, em cada mês a mulher perde cerca de 1000 óvulos.

A mulher tem um capital de óvulos muito mais baixo do que o homem tem de espermatozóides. A cada dia, a cada minuto, a cada segundo, o homem produz espermatozóides, enquanto que a mulher esgota as suas reservas de óvulos muito mais rapidamente do que o parceiro masculino. Daí que a atenção quanto a este assunto recaia, sobretudo, sobre a mulher.

in http://www.medicosdeportugal.iol.pt/action/2/cnt_id/496/

Definição de Infertilidade - in MEDICOS DE PORTUGAL

O que é a infertilidade? A infertilidade é uma incapacidade temporária ou permanente em conceber um filho e em levar a termo uma gravidez até ao parto. É um problema comum que ataca homens e mulheres, proveniente de motivos internos ou de contributos inconscientes do ser humano.


Considera-se que existe um problema de infertilidade quando o casal tem relações sexuais, regularmente sem utilizar contracepção durante o período de 1-2 anos, sem que ocorra uma gravidez. No entanto, isso não significa que ela não possa ocorrer naturalmente após esse período ou recorrendo a técnicas específicas, uma vez que a infertilidade total, ou esterilidade, é uma situação rara.


2. Tipos de infertilidade?

Pode-se classificar dois tipos de infertilidade:

• Infertilidade primária – incapacidade fisiológica de uma primeira gravidez

• Infertilidade secundária – incapacidade fisiológica de uma segunda ou mais gravidezes.

Para a OMS (Organização Mundial de Saúde) um casal tem problemas de fertilidade, quando após 2 anos de actividade sexual sem utilização de métodos contraceptivos, não ocorre uma gravidez

Em Portugal recomenda-se que o casal procure ajuda especializada, se não tiver havido gravidez

• Ao fim de 2 anos

• Ao fim de 1 ano, se a mulher tiver mais de 30 anos



3. A infertilidade é uma situação frequente?

Calcula-se que cerca de 20% da população total tenha algum tipo de infertilidade. Esta taxa é maior em países menos desenvolvidos, em que a existência de doenças com consequências negativas ao nível do aparelho reprodutivo e à falta de recursos em termos de saúde para controlar estes problemas fazem com que uma proporção considerável da população possa ser infértil.



4. Quais as causas da infertilidade?

No homem os problemas de infertilidade podem estar relacionados com uma produção de espermatozóides de fraca qualidade ou a problemas antigos nos testículos, afectando os espermatozóides.

Na mulher, alguns dos factores que podem levar à infertilidade são a ausência da ovulação (anovulação) ou uma ovulação pouco frequente, o stress acumulado ou disfunções hormonais podem estar na origem do problema.

O útero e as trompas podem ser igualmente um dos motivos de infertilidade. Eventuais tumores nos ovários, bem como a obstrução das trompas são outras das causas de infertilidade. O muco cervical, responsável pela sobrevivência dos espermatozóides, pode não estar nas melhores condições e provocar a morte destes. Após o tratamento e tratando-se de um problema infecção, as probabilidades de engravidar são amplas. Os períodos menstruais longos, dolorosos e irregulares podem revelar uma possível existência de tecido uterino na cavidade cervical.

Deve-se também tomar em consideração que a fertilidade pode ser afectada / diminuida, em termos individuais, por diversos factores, como sejam a alimentação, o estado de saúde geral ou, no caso da mulher, o facto de se estar a amamentar. Existem também diversas doenças que podem provocar a infertilidade. É o caso de diversas infecções sexualmente transmissíveis, como sejam a sífilis, a gonorreia ou a clamídia, caso não sejam tratadas a tempo. Operações cirúrgicas nas quais sejam extraídos ambos os ovários (ovariotomia) ou o útero (histerectomia) à mulher, ou ambos os testículos aos homens provocarão a infertilidade.

A infertilidade pode ter origem na mulher, no homem, ou em ambos. Acredita-se que cerca de um terço dos casos esteja relacionado com factores masculinos, outro terço com factores femininos e que o restante terço esteja relacionado com algum tipo de incompatibilidade biológica que exista entre ambos os elementos do casal.



5. O que fazer?

Caso um casal esteja a tentar ter filhos e não consiga, é aconselhável que procure ajuda médica ao fim de dois anos, se a mulher tiver menos de 30 anos, e ao fim de um ano se ela já tiver ultrapassado essa idade. Existem actualmente diversas técnicas disponíveis para o tratamento da infertilidade que possibilitam que casais com situações de infertilidade possam ter filhos. No entanto, o primeiro passo a dar é proceder a exames, de modo a determinar as causas desse problema.

É importante que ambos os elementos do casal sejam examinados, de forma a que se possa escolher o tratamento mais adequado à situação. Em cerca de 10% dos casos não é possível determinar as causas da infertilidade. Mesmo nesses casos é ainda possível uma intervenção.



6. Há muitos casais infertéis?

Calcula-se que 15 a 20% dos casais são inférteis:

- Em 40 % das situações a causa é Feminina

- Em 40% das situações a causa é Mascullina

- Em 20% das situações a causa é Mista ou Desconhecida



7. Infertilidade em Portugal

Em Portugal, estima-se que haja cerca de 500 mil casais inférteis, o que significa que existe um milhão de pessoas que não conseguem ter filhos. Este número representa 10% da população total portuguesa. E a tendência é ainda para aumentar mais.

«É uma verdadeira doença que se encontra em ascensão de frequência», alerta o Prof. João Silva Carvalho, da Faculdade de Medicina do Porto, referindo que os cálculos são de dez mil novos casos por ano. Isso significa que a incidência da infertilidade andará por volta dos 10 a 15%, o mesmo que a média europeia.

Hoje em dia, as razões tanto se devem a problemas masculinos como femininos. São problemas do casal. Para o homem as coisas parecem ser mais simples. Devido a alterações ambientais, regras alimentares, profissões, consumo de tabaco, de álcool, cada vez existem mais homens com espermatozóides de «má qualidade». Um factor em que a idade não tem influência significativa. Nas mulheres, a principal razão para a sua esterilidade é o avanço da idade em que têm o primeiro filho. «Se até aos 35 anos a probabilidade da mulher engravidar em cada mês é de 20 a 25%, a partir dos 35 isso começa a baixar brutalmente em cada período, de tal maneira que aos 38/39 anos a probabilidade é de 10%», diz João Silva Carvalho.

Para João Silva Carvalho, o apoio aos casos inférteis tem de passar por dois vectores: por um lado, deveriam existir maiores incentivos para os casais terem filhos mais cedo, como benefícios fiscais, mais facilidades na compra de habitação, etc.; por outro lado, as técnicas e medicamentos para tratar a esterilidade deverão ser mais comparticipados pelo Estado, de modo a ser menos oneroso para o casal.



8. Quais os tratamentos disponíveis?

Alguns dos tratamentos disponíveis são efectuados através da medicação, da cirurgia, ou, então, através de técnicas laboratoriais, como sejam a fertilização in vitro ou a inseminação intra-uterina, entre outras. As taxas de sucesso para estes tratamentos variam de acordo com a técnica utilizada e de acordo com algumas outras condições, tais como a duração da infertilidade anterior ao início do tratamento.



9. Que alternativas existem?

Caso não seja possível a gravidez, resta sempre ao casal a possibilidade da adopção, que pode constituir a alternativa mais viável à parentalidade biológica

Um novo Blog para um velho tema

Inicio hoje, 29/05/2007 um Blog que não pretende ser só um porto de abrigo para aqueles que como eu que sofrem de uma doença silenciosa que é a INFERTILIDADE, mas tambem com um objectivo claro de conseguir esclarecer duvidas, minhas e de tanta gente (15/20 % da população deste país), e tambem com o objectivo ultimo de criar bases a um grupo de pressão junto das autoridades competentes, afim de ser debatida sem hipocrisias e receios, um tema que infelizmente cada vez é mais comum. Conto nos posts com a ajuda da minha esposa e companheira de tantas horas dificeis, e é claro de todos vós, os que acharem por bem comentar e darem importância a este tema.

Bem Hajam